Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Chegou o Natal

Em novembro ????


O Natal nesse nosso mundo consumista chega cada vez mais cedo.



Quando eu era pequena, e isso já faz algum tempo, as casas se enfeitavam para o Natal no dia 6 de dezembro e assim ficavam até o dia de Reis, 6 de janeiro.


Era tradição. Tudo bem, a gente usava pinheiros de verdade. Não era lá muito ecológico, mas a gente também não era tão desperdiçado como agora.



Arrumar a árvore, montar o presépio eram tradições muito esperadas e curtidas. Nada vinha pronto, e a gente colocava algodão no pinheiro para simular a neve. E usava velas com chama de verdade para iluminar. Dava pouca tragédia. Em um Natal a árvore de minha irmã pegou fogo, foi um pandemônio, mas a presteza de uma prima salvou nossa noite feliz. 


Essas recordações me vieram ao ver a festa de Natal de um Shopping ao lado de minha casa. Papai Noel alpinista, chegando de helicóptero, descendo de rappel.


Música, lá vem o CD da Simone novamente, e tudo vira magia e felicidade. E eu sempre pensando que todo mundo bem podia ser filho de Papai Noel, e que a tal da felicidade podia ser uma grande brincadeira de papel.



E tudo termina em fogos, e por mais que o comércio tente vender, Natal vai ser sempre uma festa de família, uma festa de doação.  Não doação de presentes materiais, mas doação de sentimentos.


E que seja para todos nós uma real NOITE FELIZ.



Comentários

  1. Aqui em São Paulo chegou em outubro nos Shoppings.
    Dá uma sensação esquisita, de contagem regressiva que eu não gosto.

    Eu li na Veja desta semana um artigo sobre o que se pode fazer para ajudar , o que se pode doar para crianças, idosos, animais...
    Este sim é o verdadeiro espírito de Natal.

    Uma Linda Semana!
    Beijos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós