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2016/01/10

O desafio de prover água para nossas cidades

Água. Simples, pura, cristalina. As civilizações cresceram ao redor de rios, a abundância de água sempre fez a diferença para fartas colheitas, criação de cidades e comunidades asseadas (isso estou lendo no livro "Tudo sobre a casa" na parte dos banheiros). Mas como vencer hoje o desafio, cada vez mais premente, de prover água para nossas grandes cidades? É o que vemos nesse TED com o engenheiro David Sedlak, autor do livro "Water 4.0".     

Fonte
Segundo Sedlak, apesar de nossa civilização ter gasto muito dinheiro para dotar nossos centros urbanos de água, vemos que muitas delas se encontram ameaçadas de racionamento por diversos motivos. Aqui no Brasil tivemos o exemplo dramático de nossa maior metrópole, São Paulo e arredores, com uma grave crise de abastecimento de seus recursos hídricos.

Aquilo que parecia uma pesadelo, se tornou real para muitas pessoas aqui mesmo no Brasil. Abrir a torneira e não sair uma gota.... 

Como então enfrentar esse desafio de prover água para nossas cidades?

Para o engenheiro Sedlak a saída estaria em investir em quatro novas fontes locais de água que ele compara a torneiras.

Primeira torneira: Aproveitamento da água da chuva

E não é com a construção de cisternas não. Para ele captar por tanques ou seja lá o que o for, é paliativo. Urge fazer com que a água da chuva possa ser infiltrada no solo e possa reabastecer o subsolo, onde normalmente se encontram sistemas de armazenamento natural de água. Para isso urge repensar a impermeabilização que se faz do solo urbano, com calçamentos que não permitem a passagem da água.
Recolher a água que se infiltra no solo, limpá-la e retorná-la para o consumo humano é uma das torneiras que devem ter investimentos em nossas cidades. Ele cita o exemplo do parque de águas pluviais de Burbank, na Califórnia onde a água é capturada em uma pedreira abandonada, passa pelo solo e recarrega o aquífero da cidade.  
...no processo de passagem através da zona úmida e percolação através do solo, a água encontra micróbios que vivem sobre as superfícies das plantas e do solo, e que purifica a água. 

Segunda torneira: Reciclagem da água de esgoto

Um sistema que já vem sendo usado, principalmente para rega de plantas e limpeza. Mas é um sistema que é caro para os centros urbanos, são precisos redes de tubulação para levar a água para todos os locais. O que se está fazendo é uma maneira mais prática e econômica de tornar a água potável e que consiste em
transformar águas residuais tratadas em água potável através de um processo de duas etapas. Na primeira etapa, pressurizar a água e passá-la através de uma membrana de osmose reversa: uma membrana de plástico permeável fina que permite que as moléculas de água passem através mas que retém os sais, os vírus e os produtos químicos orgânicos que podem estar presentes nas águas residuais. Na segunda etapa, se adicionar uma pequena quantidade de peróxido de hidrogênio e luz ultravioleta sobre a água que ajudam a limpar a maioria dos produtos químicos orgânicos.
Há também maneiras mais naturais de reciclar a água, usando algas e luz solar. Ele cita um exemplo que foi construído no sul da Califórnia. Aliás este tipo de tratamento é considerado uma das tendências para limpar águas de rios no mundo.   

Terceira torneira: Conservação da água

Incluí não desperdício da água tratada e também paisagismo mais inteligente (para essa finalidade) com uso de plantas que não necessitem de tanta água e sistemas de detecção de umidade do solo e controle de irrigação. As áreas secas agradecem. E continuaremos a ter belos jardins, mesmo em tempos de poucas ou quase nenhuma chuva. Segundo ele, podemos obter um ganho de 25% no abastecimento de água com essas medidas. 

Quarta torneira: Dessalinização da água do mar

Ele faz a ressalva de que, embora as estações de tratamento de dessalinização tenham se tornado mais econômicas no dispêndio de energia, essa "torneira" é a mais potencialmente prejudicial para o ambiente. Então deve ser uma alternativa muito bem medida e usada em locais onde seja realmente necessária.

Ele nos dá números em sua fala:

Muita de suas soluções são focadas no local onde vive, a Califórnia. Mas o alerta que ele faz é global: temos que repensar e criar sistemas de água que sejam consistentes com os nossos valores ambientais e com o mundo que queremos deixar para nossos filhos e netos.



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