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2014/04/07

Projetando para pessoas com demência

A medida que aumenta a expectativa de nossas vidas, convivemos com uma real possibilidade que assusta bastante pelo desconhecimento e pela possibilidade de perda de autonomia que isso acarreta: a demência. Por isso achei muito interessante esta proposta que conheci por intermédio do colega Wagner Gonzalez, que mora na Holanda e que está sendo testada naquele país: Hogeweyk, projetado pelos arquitetos holandeses Molenaar & Bol & VanDillen é uma espécie de aldeia em que as pessoas idosas e acometidas de demências podem viver com relativa auto suficiência. E com segurança. Isso é maravilhoso se funcionar na prática porque é muito triste termos que podar nossos pais e avós, acostumados com a sua independência, por medo que se machuquem, que se percam. Esta proposta foi baseada nos estudos de cuidadores de idosos com demência,  (Yvonne van Amerongen ) que já se preocupavam em como deveriam ser as casas dos idosos desde os anos 90.      
  
 Segundo o texto, temos que conviver com uma "com uma população está envelhecendo rapidamente. Segundo a Associação de Alzheimer, um em cada três idosos hoje morre com demência. O processo de encontrar e pagar cuidados de longo prazo pode ser muito confuso , infelizmente, e difícil para ambos, os entes queridos e pacientes. A maioria dos cuidadores são mal pagos, tem uma carga excessiva de trabalho , e se desloca em longas distâncias para os seus empregos, e isso pode significar cerca de 17 mil milhões de horas não pagas de atendimento por ano. E isso só vai piorar: a doença de Alzheimer aumentou em um incrível 68 por cento desde 2000, e os custos de cuidar de pessoas que sofrem vai aumentar de 203.000 milhões dólares no ano passado para US $ 1,2 trilhões até 2050."



Muitos de nós, aqui no Brasil, já sabemos dessa realidade. E a proposta da cidade de Weesp, na Holanda, é fazer deste modelo um novo modo de vivenciar essa etapa da vida com mais dignidade e prazer. Obviamente a proposta é de um local fechado, essa liberdade é vigiada. Mas também nós vivemos assim em nossas casas fortalezas no Brasil. Mas dentro de seus portões encontramos uma reprodução de um mundo real: restaurantes, mercados, jardins, espaços internos que lembrem o mais possível a vida que sempre levaram, mas com segurança para eles. Eles podem ir ao cabeleireiro, podem andar nos jardins, fazer sua comida, manter uma rotina tão importante para os idosos. A ideia é que possam levar um estilo de vida o mais próximo ao que levavam antes, e com isso recuperar a dignidade de serem pessoas e não apenas pacientes sem vontade. E não apenas na arquitetura, mas as equipes de saúde também se comportam como auxiliares e usam roupas normais. Os resultados práticos desta experiência é que os residentes são mais ativos e precisam de menos medicamentos (fonte). O custo é equivalente a uma outra casa de repouso com o mesmo padrão. 




 
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Será esta a solução? Talvez uma delas. Mas alerta para a necessidade de pensarmos um futuro mais digno para nós. Vejam mais estudos AQUI
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Casas acessiveis para idosos 
Prevenindo riscos de quedas em ambientes para idosos  

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