Projetando para pessoas com demência

A medida que aumenta a expectativa de nossas vidas, convivemos com uma real possibilidade que assusta bastante pelo desconhecimento e pela possibilidade de perda de autonomia que isso acarreta: a demência. Por isso achei muito interessante esta proposta que conheci por intermédio do colega Wagner Gonzalez, que mora na Holanda e que está sendo testada naquele país: Hogeweyk, projetado pelos arquitetos holandeses Molenaar & Bol & VanDillen é uma espécie de aldeia em que as pessoas idosas e acometidas de demências podem viver com relativa auto suficiência. E com segurança. Isso é maravilhoso se funcionar na prática porque é muito triste termos que podar nossos pais e avós, acostumados com a sua independência, por medo que se machuquem, que se percam. Esta proposta foi baseada nos estudos de cuidadores de idosos com demência,  (Yvonne van Amerongen ) que já se preocupavam em como deveriam ser as casas dos idosos desde os anos 90.      
  
 Segundo o texto, temos que conviver com uma "com uma população está envelhecendo rapidamente. Segundo a Associação de Alzheimer, um em cada três idosos hoje morre com demência. O processo de encontrar e pagar cuidados de longo prazo pode ser muito confuso , infelizmente, e difícil para ambos, os entes queridos e pacientes. A maioria dos cuidadores são mal pagos, tem uma carga excessiva de trabalho , e se desloca em longas distâncias para os seus empregos, e isso pode significar cerca de 17 mil milhões de horas não pagas de atendimento por ano. E isso só vai piorar: a doença de Alzheimer aumentou em um incrível 68 por cento desde 2000, e os custos de cuidar de pessoas que sofrem vai aumentar de 203.000 milhões dólares no ano passado para US $ 1,2 trilhões até 2050."



Muitos de nós, aqui no Brasil, já sabemos dessa realidade. E a proposta da cidade de Weesp, na Holanda, é fazer deste modelo um novo modo de vivenciar essa etapa da vida com mais dignidade e prazer. Obviamente a proposta é de um local fechado, essa liberdade é vigiada. Mas também nós vivemos assim em nossas casas fortalezas no Brasil. Mas dentro de seus portões encontramos uma reprodução de um mundo real: restaurantes, mercados, jardins, espaços internos que lembrem o mais possível a vida que sempre levaram, mas com segurança para eles. Eles podem ir ao cabeleireiro, podem andar nos jardins, fazer sua comida, manter uma rotina tão importante para os idosos. A ideia é que possam levar um estilo de vida o mais próximo ao que levavam antes, e com isso recuperar a dignidade de serem pessoas e não apenas pacientes sem vontade. E não apenas na arquitetura, mas as equipes de saúde também se comportam como auxiliares e usam roupas normais. Os resultados práticos desta experiência é que os residentes são mais ativos e precisam de menos medicamentos (fonte). O custo é equivalente a uma outra casa de repouso com o mesmo padrão. 




 
Fonte

Será esta a solução? Talvez uma delas. Mas alerta para a necessidade de pensarmos um futuro mais digno para nós. Vejam mais estudos AQUI
Fonte


Fonte

Casas acessiveis para idosos 
Prevenindo riscos de quedas em ambientes para idosos  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ideias de como usar nichos para decorar seus espaços

Gavetas e detalhes que fazem diferença na cozinha

10 ideias de almofadas e afins para gateiros