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Mostrando postagens com o rótulo Alzheimer. Doença

Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Transformando Espaços: Arquitetura para Idosos com Alzheimer

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O envelhecimento da população trouxe desafios que vão além das questões médicas. Entre eles, está a criação de ambientes que proporcionem conforto, segurança e suporte terapêutico para idosos com demência, especialmente os portadores de Alzheimer. Segundo o estudo de Sousa e Maia (2014), "o ambiente físico possui grande potencial para contribuir com a melhora dos sintomas da Doença de Alzheimer, sendo possível criar espaços que minimizem confusões e promovam a orientação espacial." A progressão do Alzheimer, com sintomas como perda de memória, desorientação e alterações de humor, exige ambientes que favoreçam a autonomia e minimizem riscos. Baseando-se em evidências do estudo citado, algumas estratégias podem transformar a arquitetura em um recurso terapêutico: 1. Iluminação Uma iluminação adequada é essencial para melhorar a orientação e o ritmo circadiano. Recomendam-se níveis de iluminância entre 300 e 700 lux, com luz uniforme e ausência de sombras que possam confundir o ...

Projetando para pessoas com demência

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A medida que aumenta a expectativa de nossas vidas, convivemos com uma real possibilidade que assusta bastante pelo desconhecimento e pela possibilidade de perda de autonomia que isso acarreta: a demência . Por isso achei muito interessante esta proposta que conheci por intermédio do colega Wagner Gonzalez , que mora na Holanda e que está sendo testada naquele país: Hogeweyk , projetado pelos arquitetos holandeses Molenaar & Bol & VanDillen é uma espécie de aldeia em que as pessoas idosas e acometidas de demências podem viver com relativa auto suficiência. E com segurança. Isso é maravilhoso se funcionar na prática porque é muito triste termos que podar nossos pais e avós, acostumados com a sua independência, por medo que se machuquem, que se percam. Esta proposta foi baseada nos estudos de cuidadores de idosos com demência,  (Yvonne van Amerongen ) que já se preocupavam em como deveriam ser as casas dos idosos desde os anos 90.         ...