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2014/01/09

Espaços muito pequenos podem ser ruins para a saúde?

Já falamos aqui sobre os espaços cada vez mais compactos de nossos apertamentos para viver. Mil macetes e soluções inovadores são necessárias para transformar esses espaços em locais versáteis e habitáveis. 

Mas li um artigo esses dias que falava de outro aspecto: o quanto o muito pequeno pode ser prejudicial para a saúde. E o quanto é muito pequeno.  
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É de se pensar se, realmente, se permitir que as áreas mínimas habitáveis se tornem cada vez menores não irá se tornar um problema em vez de ser uma solução?

"Esses micro-apartamentos podem ser fantásticos para jovens profissionais na faixa dos 20 anos. Mas definitivamente podem ser insalubres para pessoas mais velhas, em torno de 30 e 40 anos, que enfrentam diferentes fatores de estresse que podem tornar as condições de vida em espaços muito apertados um problema."
Dak Kopec, diretor do projeto para a saúde humana em Boston Architectural College e autor de Psicologia Ambiental para o projeto .

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Entre outros fatores, Kopec, diz que o estresse causado pelo fator aglomeração pode aumentar as taxas de violência doméstica e abuso de alcool. 


Outro fator a ser levado em consideração é o gasto em tornar esses micro espaços habitáveis. Não apenas o gasto monetário que é expressivo já que o mobiliário exige projeto e execução especial, geralmente com ferragens especiais e caras. Mas especialmente o gasto energético de toda a hora transformar esses espaços, seja puxando móveis, seja pendurando mesas ou dobrando ferragens para encaixar camas. Embora pareça interessante para pessoas mais jovens, no dia a dia se torna cansativo para pessoas mais idosas. Esse cansaço ou preguiça de readaptar a casa toda hora pode fazer com que se deixe os móveis mais abertos e com isso os espaços se tornem ainda mais restritos. Imaginem um casal com criança morando em um espaço micro e adaptável desses! Há estudos que mostram que crianças em apartamentos lotados podem ter maior dificuldade de estudar e se concentrar. Ou seja, a privacidade acaba se tornando praticamente nula.  

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Além dos aspectos de espaço, o artigo alerta para aspectos sociais e psicológicos de comunicação de valores.

"...um apartamento tem de preencher outras necessidades psicológicas, tais como a auto-expressão e relaxamento, que podem não ser tão fáceis de se encontrar em um espaço muito apertado", nos diz o professor de psicologia da Universidade de Texas Samuel Gosling.

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A Arquitetura é uma ciência, é uma arte, é uma técnica que exige muito conhecimento e sensibilidade por parte de quem projeta. E que deve mostrar ao incorporador que sua principal habilidade não se resume a espremer espaços e conseguir mais área vendável, mas em oferecer produtos que forneçam dignidade e bem viver. Arquitetura pode sim ser terapêutica. É bom que estejamos conscientes disso, seja como profissionais, seja como clientes.
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Comentários
1 Comentários

1 Opiniões:

Vai entender... primeiro era prejudicial o fato da tecnologia diminuir nosso poder de locomoção. Agora, fazer esforços significa nos fazer ficar mais doentes? Definitivamente, não entendo.

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