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Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

23.1.09

Visitando o Iberê

Todos já ouviram falar do prédio premiado do Museu Iberê Camargo. Esse prédio é projeto do arquiteto português Alvaro Siza e foi premiado com o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002.

Assisti
a uma explanação do Siza sobre o projeto desse museu, onde ele explicava os conceitos que nortearam a sua concepção, desde a implantação em um terreno muito estreito, limitado por uma rua que margeia o rio e uma predreira, até os condicionantes das seguradoras para as obras de arte.

Arquitetura é antes de qualquer coisa, um c
onceito materializado. Que pode suscitar uma série de emoções e sensações. Essa é uma obra polêmica, que até pode causar uma certa estranheza, mas é sem dúvida uma obra com conteúdo. Algo que está se tornando um pouco raro em nossas cidades.

Vamos então a algumas considerações sobre uma visita a ele.

Acesso e sinalizações: meu pai sempre dizia que as sinalizações de acesso de uma cidade ou local sempre deviam ser feitas por alguém de fora. Ao meu ver faltam marcações mais preciosas e claras tanto para o acesso, como para o interior. Como o estacionamento é embaixo da pista de acesso, quem não souber, passa.

Entrada, carro estacionado, subida das escadas...(Sim, tem elevador, mas fica no fim do estacionamento, mas tem gente para indicar). Passa-se do escuro para uma vista deslumbrante da cidade. Primeira e grata surpresa !

Entrada clara e limpa, lojinha de museu que eu adoro ! Acesso sugerido, subir de elevador até o quarto andar e descer pelas rampas, Acesso meio estreito para o meu gosto, mas o elevador é grande.

Não vou me deter nas exposições, isso é para uma visita privada e valem a pena. Vou apenas dar as minhas impressões sobre o prédio. Essa é das primeiras vistas para a cidade, descendo as rampas. Os rasgos proporcionam vistas de ângulos da cidade e quebram a intimidade do prédio. A alternância de claros e escuros criam uma atmosfera aconchegante e instigante. Há uma exposição que acrescentou uns detalhes que imitam janelas. Esse daí é o mais interessante. Os outros me pareceram meio bobinhos, gratuitos. Mas devo reconhecer que a vista da cidade é maravilhosa e nem precisava desses recursos para ser realçada.

Ainda nas rampas, o efeito de luz das claraboias é muito interessante. Gosto dessa mistura de luz e sombras, dá uma sensação de envolvimento. Mas a execução da exposição com efeitos de cor trouxe alguns problemas, já que elas estão trincadas e sujas quando se chega abaixo...Mas o efeito quando se caminha é deslumbrante.

O atrio central é belíssimo e fica ainda mais interessante com as esculturas transparentes.

A foto não foi fiel, até porque não se pode usar flashes, mas olhar a vegetação ao fundo, exuberantemente verde, em contraste com o branco interno, é muito bonito e nos dá uma sensação muito boa, de contato com a natureza. É como se ela própria fosse uma obra de arte.


As rampas vistas de fora. Uma surpresa ! Por dentro elas parecem fazer parte do corpo do prédio, pela sensação de pertencer.

Volume forte. Mas rico em formas internas e externas. Por dentro o prédio é muito mais belo que por fora.

A cidade que fica mais rica e parece até mais bela visto do Iberê.

No final restou em mim uma sensação de que o prédio é mais relevante que as obras expostas. Mas isso pode ser vício de olhar de arquiteta.

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