MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Visitando o Iberê

-->Todos já ouviram falar do prédio premiado do Museu Iberê Camargo. Esse prédio é projeto do arquiteto português Alvaro Siza e foi premiado com o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002.

Assisti
a uma explanação do Siza sobre o projeto desse museu, onde ele explicava os conceitos que nortearam a sua concepção, desde a implantação em um terreno muito estreito, limitado por uma rua que margeia o rio e uma predreira, até os condicionantes das seguradoras para as obras de arte.

Arquitetura é antes de qualquer coisa, um c
onceito materializado. Que pode suscitar uma série de emoções e sensações. Essa é uma obra polêmica, que até pode causar uma certa estranheza, mas é sem dúvida uma obra com conteúdo. Algo que está se tornando um pouco raro em nossas cidades.
Vamos então a algumas considerações sobre uma visita a ele.
Acesso e sinalizações: meu pai sempre dizia que as sinalizações de acesso de uma cidade ou local sempre deviam ser feitas por alguém de fora. Ao meu ver faltam marcações mais preciosas e claras tanto para o acesso, como para o interior. Como o estacionamento é embaixo da pista de acesso, quem não souber, passa.
Entrada, carro estacionado, subida das escadas...(Sim, tem elevador, mas fica no fim do estacionamento, mas tem gente para indicar). Passa-se do escuro para uma vista deslumbrante da cidade. Primeira e grata surpresa !
Entrada clara e limpa, lojinha de museu que eu adoro ! Acesso sugerido, subir de elevador até o quarto andar e descer pelas rampas, Acesso meio estreito para o meu gosto, mas o elevador é grande.
Não vou me deter nas exposições, isso é para uma visita privada e valem a pena. Vou apenas dar as minhas impressões sobre o prédio. Essa é das primeiras vistas para a cidade, descendo as rampas. Os rasgos proporcionam vistas de ângulos da cidade e quebram a intimidade do prédio. A alternância de claros e escuros criam uma atmosfera aconchegante e instigante. Há uma exposição que acrescentou uns detalhes que imitam janelas. Esse daí é o mais interessante. Os outros me pareceram meio bobinhos, gratuitos. Mas devo reconhecer que a vista da cidade é maravilhosa e nem precisava desses recursos para ser realçada.
Ainda nas rampas, o efeito de luz das claraboias é muito interessante. Gosto dessa mistura de luz e sombras, dá uma sensação de envolvimento. Mas a execução da exposição com efeitos de cor trouxe alguns problemas, já que elas estão trincadas e sujas quando se chega abaixo...Mas o efeito quando se caminha é deslumbrante.
O atrio central é belíssimo e fica ainda mais interessante com as esculturas transparentes.
A foto não foi fiel, até porque não se pode usar flashes, mas olhar a vegetação ao fundo, exuberantemente verde, em contraste com o branco interno, é muito bonito e nos dá uma sensação muito boa, de contato com a natureza. É como se ela própria fosse uma obra de arte.

As rampas vistas de fora. Uma surpresa ! Por dentro elas parecem fazer parte do corpo do prédio, pela sensação de pertencer.
Volume forte. Mas rico em formas internas e externas. Por dentro o prédio é muito mais belo que por fora.
A cidade que fica mais rica e parece até mais bela visto do Iberê.
No final restou em mim uma sensação de que o prédio é mais relevante que as obras expostas. Mas isso pode ser vício de olhar de arquiteta.

Comentários

  1. Esta semana estive lá.
    Modernismos e estudos a parte eu penso que construir um prédio a beira de um "rio" e não utilizar a belíssima paisagem que ele proporciona é bem de português.

    Se a intenção foi tirar a atenção do público do externo, com receio que fosse mais interessante que o interno, as obras, ele conseguiu!

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  2. Como leiga no assunto só posso dizer:

    Uma Linda Semana!

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  3. Vou falar de Arnaldo Jabor e não de Iberê Camargo.
    Por mais incrível que possa parecer
    aquele texto sobre a VERDADE masculina é do próprio.
    Consta do Site seguinte:

    http://www.pensador.info/p/arnaldo_jabor/1/


    Confira, é o segundo texto.

    Mil bjs

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  4. Pois eu também tinha vários senões em relação a essa obra de Siza. E ainda a acho muito europeia, mas nisso reside também o seu valor. Ela choca, ela instiga, ela não fica na mesmice. E isso também é Arquitetura. Esse mexer com os sentimentos, esse fazer com que a gente reflita sobre o que o espaço nos transmite.Até entendo que ela não tenha mais aberturas sobre a vista (deslumbrante) da cidade, repetindo vários centros de compras que também tem essa visão privilegiada. O meu maior desconforto foi mesmo o de ficar com a impressão de que o prédio é mais relevante que as obras que contém. O que me parece, desvirtua um pouco o seu sentido de ser um repositório das mesmas.
    Abracos
    Elenara

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  5. Gostei muito dos pontos positivos que descreveste e, como completo leigo, creio que precisaria experimentar a sensação de estar lá... Vou ver se na próxima ida a Porto Alegre consigo dar uma chegadinha por lá para uma olhadinha...

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