Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Simulando uma conversa entre dois prêmios Pritzker em Arquitetura

Uma conversa entre dois arquitetos que receberam o mais alto prêmio em Arquitetura, o Pritzker. Um em 2022 e outro em 2016. Como seria uma conversa entre eles? Perguntei à inteligência artificial Chat Bing que me respondeu:

Diébédo Kéré é um arquiteto burquinense que ganhou o prêmio Pritzker em 2022. Ele é conhecido por seu trabalho com materiais locais e técnicas de construção sustentáveis.


Alejandro Aravena é um arquiteto chileno que também é conhecido por seu trabalho em habitação social e sustentabilidade.


Infelizmente, não encontrei uma conversa entre os dois. Posso ajudá-lo com mais alguma coisa?

Entrei então no modo redação e pedi que simulasse uma conversa entre Diébédo Francis Kéré e Alejandro Aravena sobre Arquitetura. O resultado vemos abaixo:

Diébédo Kéré: Olá, Alejandro. É um prazer conversar com você sobre arquitetura. Eu admiro muito o seu trabalho e a sua visão social da profissão.

Alejandro Aravena: Muito obrigado, Diebedo. Eu também sou um grande fã do seu trabalho e da sua capacidade de criar espaços que valorizam a cultura e o meio ambiente local.

Diébédo Kéré: Acho que temos muito em comum na forma como abordamos a arquitetura. Ambos buscamos soluções que sejam sustentáveis, participativas e que atendam às necessidades das comunidades.

Alejandro Aravena: Sim, concordo. A arquitetura tem um papel fundamental na transformação social e na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Por isso, é importante envolver os usuários no processo de projeto e construção, e também utilizar materiais e técnicas adequados ao contexto.

Diébédo Kéré: Você poderia me contar um pouco mais sobre o seu projeto Elemental, que desenvolve habitações sociais de baixo custo e alta qualidade?

Alejandro Aravena: Claro. O Elemental é uma iniciativa que nasceu em 2001, com o objetivo de criar soluções habitacionais para famílias de baixa renda, que não têm acesso ao mercado formal de moradia. Nós propomos um modelo de habitação incremental, em que entregamos a metade de uma casa boa, em vez de uma casa inteira ruim. Assim, as famílias podem completar a sua casa de acordo com as suas preferências e possibilidades, gerando valor e identidade.


Diébédo Kéré: Que interessante. E como vocês escolhem os materiais e as técnicas construtivas?

Alejandro Aravena: Nós tentamos usar materiais locais, reciclados ou de baixo impacto ambiental, sempre buscando a melhor relação custo-benefício. Por exemplo, nós usamos painéis de madeira pré-fabricados, que são leves, resistentes e fáceis de montar. Também usamos blocos de concreto celular, que são isolantes térmicos e acústicos. E ainda aproveitamos materiais descartados, como pneus, garrafas e latas, para criar elementos decorativos ou funcionais.

Diébédo Kéré: Eu acho isso muito inspirador. Eu também procuro usar materiais locais e reciclados nos meus projetos, especialmente na minha terra natal, Burkina Faso. Lá eu uso muito o barro, que é abundante, barato e biodegradável. Eu também uso madeira, bambu e palha, que são renováveis e adaptados ao clima.

Alejandro Aravena: Eu vi alguns dos seus projetos em Burkina Faso, como a escola primária em Gando e o centro cultural em Ouagadougou. Eles são incríveis. Como você consegue criar essas formas orgânicas e expressivas com o barro?



Diébédo Kéré: Obrigado. Eu me inspiro nas técnicas tradicionais dos artesãos locais, que sabem moldar o barro com as mãos e criar formas variadas. Eu também me inspiro na natureza, nas formas das árvores, das nuvens, dos animais. Eu tento criar espaços que se integrem à paisagem e que sejam confortáveis para os usuários.

Alejandro Aravena: Eu acho isso muito poético e sensível. Você também envolve a comunidade no processo de projeto e construção dos seus edifícios?

Diébédo Kéré: Sim, eu acho isso essencial. Eu sempre procuro ouvir as opiniões e os desejos das pessoas que vão usar os espaços. Eu também conto com a ajuda dos moradores para construir os edifícios, ensinando-os a usar os materiais e as ferramentas disponíveis. Assim, eles se sentem parte do projeto e se orgulham do resultado.

Alejandro Aravena: Eu acho isso muito bonito e democrático. Você tem algum projeto em andamento ou em mente para o futuro?

Diébédo Kéré: Sim, eu tenho alguns projetos em diferentes países, como China, Alemanha e Estados Unidos. Mas o meu sonho é construir um museu de arte africana em Burkina Faso, que possa mostrar a riqueza e a diversidade da cultura do meu continente.

Alejandro Aravena: Eu acho isso um projeto muito nobre e necessário. Eu espero que você consiga realizá-lo. Eu também tenho alguns projetos em andamento, como um parque urbano em Santiago, no Chile, e um campus universitário em Riad, na Arábia Saudita. Mas o meu sonho é contribuir para a solução do problema habitacional no mundo, criando mais projetos como o Elemental.

Diébédo Kéré: Eu acho isso um projeto muito ambicioso e relevante. Eu desejo que você tenha sucesso. Foi um prazer conversar com você, Alejandro. Espero que possamos nos encontrar novamente em breve.

Alejandro Aravena: O prazer foi meu, 
Diébédo Kéré. Muito obrigado pela conversa. Até logo.

Leia também:


Por que Sustentabilidade não tem nada a ver com Arquitetura e tudo a ver com Integridade: uma palestra de Alejandro Aravena


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