Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Festa Junina em tempos de isolamento social

São João, quadrilhas, fogueiras, quantas belas recordações de infância! Beijos na quermesse, sorte dos namorados, quentão, pipoca e pé de moleque. 
Bandeiras!!!
E gente!!!
Muita gente!!
Mas em tempos de isolamento social, onde quem se preocupa com a comunidade entende a importância de se proteger e aos outros nesses momentos, como comemorar as festas juninas sem o contato físico???
Em primeiro lugar quem sabe pensando na origem da festa? O Santo que batizou Jesus e acabou enredado sem cabeça pelas danças de Salomé é reverenciado com muita alegria. Devia ser boa gente o cara que nasceu de uma mãe que tanto ansiava por um filho e só o teve em tempos tardios.

Mas se formos olhar com lupa a história, veremos que na verdade as festas de solstício de verão no hemisfério norte eram de origem pagã e saudavam a fertilidade. E festa de fertilidade, meus caros, tem fogueira, vinho e cantos bacantes. E muito amor!

Não a toa a paleta de cores resultante das comemorações é muito quente. Os tons terrosos, luminosos e ardentes predominam. Festas juninas não combinam com moderação.


Então, primeira dica: vamos procurar o que temos nesses tons em casa. 2020 é o ano de criar e reciclar mais que nunca! Tecidos, retalhos, revistas (eu fazia bandeiras de anúncios de revistas coloridas quando era pequena), qualquer coisa colorida que ajude a enfeitar a casa. 

Enfeitar a casa para quem? Para quem mora nela. Se temos o privilégio de estar com pessoas amadas, façamos a festa com elas. Se estamos sós, façamos a festa online. Com bandeiras e pipocas, ora bolas!

As festas existem para comemorar. Comemoremos a vida, a nossa salutar vontade de que tudo acabe bem para a maioria das pessoas. É o que pessoas de bem fazem. Se preocupam com a comunidade. 

Mais vale um prazer compartilhado, mesmo que postergado, do que um momentâneo que possa colocar alguém em risco.

Vamos ter muitas festas juninas pela frente!

Então na de 2020 vamos brincar de forma solidária. Em casa, de preferência.


Outra maneira bacana de comemorar as festas juninas é exercitando a criação: desenhos, montagens, crônicas e contos sobre as lembranças e os desejos que as festas nos proporcionam ou proporcionaram. Um exemplo abaixo de como elementos do imaginário popular podem compor uma bela estampa.


Prá dançar quadria no sertão é mais mió
sanfoneiro e violeiro tomam conta do forró
não precisa orquestra pra animar a festa
o fungado da sanfona vai-se até o nascer do sol - 
Luiz Gonzaga



Uma boa festança para você que sabe que comemorar pode ser uma experiência solitária também!!!

Se cuide e cuide dos demais!! São João agradece e abençoa. 

Imagens: Google e Pinterest

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