Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Banco em madeira com assento em vidro moldado


Acho fascinante o processo de transformação do vidro, a matéria que passa pelo fogo, assume formas, vai se moldando até atingir o ponto exato que a mente criativa concebeu. Por isso quando vi este vídeo de um Workshop da Escola de Design da WantedDesign, em 2016, no Brooklyn, Nova York, do que o designer Maxime-Louis -Courcier chamou de "brincadeira" fiquei encantada.




Ele e sua equipe trabalham com dois materiais de diferentes forças. Um volátil, fluído e difícil de moldar, o vidro. Outro mais duro, rígido, porém mais fácil de trabalhar. O que resulta dessa união? É o que vemos nos bancos em tudo inquietantes.

Objetos utilitários? Talvez nem tanto. Belos? Sem dúvida. Instigantes, com certeza!





Veja aqui uma postagem sobre vidro líquido e suas aplicações.


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