O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Arquitetando responde - Vidro líquido

Recebo algumas perguntas de leitores. Algumas respondo diretamente nos comentários, mas tenho pensando em responder cada vez mais com postagens. Assim inauguro o ARQUITETANDO responde. E com uma dúvida em uma postagem antiga que está fazendo um super sucesso novamente. 

Em 2011 encontrei alguns exemplos de como usar moedas em revestimentos. Achei super interessante e com um efeito muito bacana. E a julgar pela nossa história de hiper inflação até a década de 90, não é difícil achar material para usar.

E a foto acima, que fazia parte da postagem do ARQUITETANDO IDEIAS gerou a pergunta da Danielle Barbosa: "Qual material você colocou por cima das moedas?"

Como não foi um projeto meu, mas uma inspiração da web, fui em busca dos links que tinha colocado no blog. Mas eles não explicitavam. Uma das pesquisas que fiz me levou à uma nova tecnologia, que não sei se existia na época: o chamado Vidro Líquido.

Parece ficção pelo que mostra de vantagens: é impenetrável mas permite que o material respire. É antibacteriano e seu uso ajuda na limpeza. É de fácil aplicação. E o seu material base é um dos mais abundantes na face da terra: o dióxido de silício. E pode ser usado de tecidos à meios de transporte. 

Querem saber mais?

Vejam aqui:




E você? Tem alguma dúvida que quer ver respondida aqui? Mande a pergunta nos comentários.


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