MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Quero morar nos seus desenhos - Técnicas de ilustração à mão de livre

"Quero morar nos seus desenhos" foi o que o arquiteto Eduardo Bajzek recebeu como elogio em redes sociais pelas suas plantas humanizadas. Plantas humanizadas é como chamamos aqueles desenhos cheios de vida que mostram móveis e plantas e fazem com que as pessoas leigas reconheçam o tamanho dos espaços. É um elogio maravilhoso que significa que os desenhos chegaram à pessoa e ela conseguiu se sentir dentro deles. Desenho é nossa forma de expressão, é como nós, arquitetos e de demais profissionais da área, mostramos nossas ideias e nossos projetos.

Nem todos nascem com talento especial para essa forma de expressão gráfica. Mas para nossa sorte, desenhar se aprende. Existem técnicas, materiais e exercícios que fazem com que não apenas percamos o medo de traçar linhas, mas que cheguemos ao domínio de técnicas que vão nos auxiliar, e muito, na nossa profissão. É o que vamos ver (e aprender) no excelente livro Técnicas de ilustração à mão de livre. 

Ricamente ilustrado, o meu livro  veio com uma bolsa de pano para carregar para aulas práticas. Lhes digo que é o livro que adoraria ter lido quando comecei a faculdade de arquitetura.

Acho que já contei aqui que entrei sem saber nada de perspectivas na graduação. Gostava de desenhar, copiava muito dos livros desde pequena, mas eram traços livres, sem técnica e sem a mínima noção de profundidade. Fui atrás de livros que me ensinassem como se fazia aquilo que vi em uma cadeira de introdução à arquitetura, onde tínhamos que desenhar uma cidade. Não existia a facilidade da internet e a busca era feita em bibliotecas físicas. Se eu tivesse um livro assim, 
que me desse o Beabá da coisa, de maneira tão amigável e reunida,minha vida de estudante seria muita mais facilitada.


O livro começa pelos FUNDAMENTOS, falando sobre o traçado básico, aquele risco inicial que devemos deixar de temer e suas variantes no desenho. Passa pelos planos e suas sombras, como mostrar superfícies  e trabalhar com texturas, representar sólidos, seus volumes e cortes.

Passa para as GALERIA DE TÉCNICAS I com a exposição das ferramentas e técnicas, passando pelo grafite, borrachas e o seu uso. 


Chegamos à PLANTA BAIXA e suas representações passo a passo, inclusive com exemplos de como trabalhar os desenhos feitos em CAD. Tenho percebido uma atenção frequente com o desenho à mão livre para apresentações, até para diferenciar do acúmulo do uso da computação gráfica.


Na GALERIA DE TÉCNICAS II aprofunda-se  as ferramentas mais usadas, como canetas e marcadores.

Continua pela ELEVAÇÃO e como representa-la em um desenho para realçar sua vida através de sombras, realçando seus planos e usando vegetação. E vamos para mais GALERIA DE TÉCNICAS III, desta vez usando lápis de cor e sempre com dicas de marcas e como melhor aproveita-las.


A PERSPECTIVA ! Aprender a fazer uma perspectiva a mão livre é um dos momentos mais incríveis do aprimoramento do ato de desenhar. Não apenas porque representa uma ideia, mas porque une nosso cérebro criador à materialização na mente de um cliente ou uma pessoa leiga. E não tem mistérios, mas sim técnicas. E trabalho. E passa para mais GALERIA DE TÉCNICAS IV, falando das Aquarelas. O DESENHO DE VEGETAÇÃO é lembrado e revelado através de vários exemplos de como representar arbustos, árvores e palmeiras.

Por fim o DESENHO URBANO com suas técnicas e estimulando a um dos exercícios que considero mais pertinentes à profissão do arquiteto, o desenho de observação, aquele que se faz no dia a dia, nas viagens, nos aprendizados do espaço sendo usado pelas pessoas. Já falei também sobre Urban sketchers e suas abordagens AQUI.

Um livro para ter a mão, ler, reler, levar em viagem, mergulhar e aproveitar. E sim, Eduardo Bajkek, não apenas gostei do livro, como super recomendo.




Técnicas de ilustração à mão livre: Do ambiente construído à paisagem urbana Eduardo Bajzek

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