Ideias para tornar a casa mais aconchegante no inverno

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O frio chega na região sul com a força do inverno. Os dias se tornam mais cinzas, a cerração cobre as manhãs, os gramados se cobrem de geadas. O coração se aperta pelos que nada tem. O inverno é um estágio da natureza, um resguardo para uma nova primavera, nos ciclos que marcam o mundo e as nossas vidas. O mundo se contrai e se expande. E nós com ele. Aos que tem a benção de ter uma casa, coloco abaixo algumas inspirações de como trazer mais aconchego aos lares.   Inverno É tudo o que sinto Viver É sucinto Paulo Leminski Cores e animais trazem sempre um clima de calor aos lares. Hora de colocar mantas , almofadas coloridas, materiais felpudos e muitos locais onde se deixar ficar para curtir uma série, uma música, uma sopa.     Quem vive em regiões mais frias sabe como é difícil acordar e sair debaixo das cobertas. Especialmente quando usamos edredons de penas, muitos travesseiros e deixamos nossos quartos com a cara do aconchego .   Redes no inverno? Sim e com certeza! Um canto especi

Ponto de fuga ou ponto de vista ?

Um desafio de fotografia e lá me fui eu, boa ariana que sou, a entrar e a buscar referências de fotos minhas para postar no tema #arquitetura. E eis que as três escolhidas me revelam um fascínio meu por pontos de fuga.

Uma pausa: o que são pontos de fuga? 

O Ponto de fuga é um ente do plano de visão, que representa a interseção aparente de duas, ou mais, retas paralelas, segundo um observador num dado momento.Todo ponto de fuga situa-se na linha do horizonte.Fonte
Fonte
Quando entrei na faculdade de Arquitetura não tinha nem ideia do que seria isso. Um dos primeiros exercícios de introdução ao projeto urbano era visitar uma pequena cidade histórica perto e desenhá-la. Me lembro até hoje da professora, em grupo, dizendo delicadamente como era interessante meu ponto de vista, eu tinha desenhado uma axonométrica, como se eu visse a cidade de cima. Ao ver os desenho dos colegas, fui notar certas palavras novas: pontos de fuga. O que seria isso???? 

Para saber fui fazer o que sempre fiz com os desafios desconhecidos. Fui pesquisar. Não tinha internet e o Google nem pensava em existir. Qual o caminho? Biblioteca. Aliás, recomendo até hoje. Um sistema de busca e pesquisa fantásticos! De livro em livro e de exercício em exercício aprendi a usar os tais pontos de fuga e a desenhar em perspectiva. E me foi muito útil na vida universitária e profissional.

Talvez por isso a perspectiva me chame a atenção de maneira especial. Estas três fotos, tiradas com intervalos de algumas dezenas de anos mostram isso. É como se fossemos induzidos a um destino, nossos olhos e sentidos são guiados para um ponto algures no além, ponto esse que nos chama para que o alcancemos. Ponto de fuga? Ponto de vista? Os dois?

A arquitetura é fascinante porque mexe com os sentidos, mexe com as dimensões. Além das três conhecidas, altura, largura, profundidade, mexe também com a dimensão tempo. Arquitetura é perenidade. É impossível olhar um edifício sem pensar nas pessoas que ali habitaram. As paredes, mesmo que em ruínas, guardam e falam memórias. A vida se encontra além do que apenas vemos. Ponto de vista? 

Templo grego na Ágora grega em Atenas - 1990 - Foto Elenara Stein Leitão

Ruínas de São Miguel nas Missões Guaranis no Rio Grande do Sul - Foto de Elenara Stein Leitão

Fundação Iberê Camargo - projeto de Álvaro Siza em Porto Alegre - foto de Elenara Stein Leitão
As fotos que tirei em obras tão significativas me chamam a atenção para algo meu. Meu ponto de vista, minha perspectiva de ver e sentir o mundo. Como um chamamento a algo que instiga, que está ali na frente, que requer um caminho a ser percorrido, a ser pesquisado. A ser enfim compartilhado.

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