MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

As pedras falam e podem ser portais de poesia em Porto Alegre

Tão bom participar de um momento de celebração de sua cidade de uma forma inusitada. E encantadora!

Quando eu vi o tema falando de pedras e com tema de interesse ligado à geologia, o que me chamou a atenção foi o título: as pedras falam.

Como arquiteta estou acostumada a lidar com vários tipos de pedras. E sou conhecedora de seus valores simbólicos. Mas confesso que fui surpreendida com uma visão tão poética que me senti transportada a outro universo, algo muito necessário nos nossos dias tão carentes de sutilezas.

Já falei aqui das experiências culturais gastronômicas no Studio Clio. Porém poucas vezes fui recebida com tanta demonstração de genuína alegria e gratidão pela presença. Começou aqui o encantamento do casal Emília e Tomohiro Ehara. Ele japonês, ela brasileira, são ceramistas no Atelier Ko e vieram nos mostrar resultados de suas descobertas sobre locais de onde vieram as pedras que formam nossa cidade, seus monumentos, seus prédios icônicos.  
interior da cripta da Catedral Metropolitana de Porto Alegre
As dificuldades da língua tornaram a palestra mais peculiar. Mas o que realmente me impactou foram mais que os dados de pedreiras ou os locais dos monumentos feitos com elas, mas a visão diferenciada de quem vem de tão longe e acha belezas no que eu já inseri como normal.

E mostrar outros lados da vida é lição de mestres. Nos fazer parar e rever conceitos sobre escolhas e maneiras de ver a realidade. As manchas das pedras, coisa que ele desconhecia no Japão, lhe sendo ensinada como fato normal aqui no Brasil. E ele indo além da aceitação e visualizando formas nas manchas que vão me fazer olhar o granito de forma completamente diferente de hoje em diante.
Mineralogia óptica
Tivemos a oportunidade de ver o granito em potentes microscópios. A imagem acima foi o mais próximo que achei para dar uma ideia. Imaginem essas formas em movimento, quase como se fosse um caleidoscópio. 
cerâmica do Atelier Ko
Uma maneira muito simpática de homenagear Porto Alegre, revelando faces diferentes e cheias de sutileza. Complementadas pela simpatia e sabedoria de outras culturas. E aliado ao excelente almoço temático com gastronomia de Carine Tigre.

Entrada: Tortéi crocante com molho agrião
Principal: Peito granito compactado com aipim e farofa de erva mate
Sobremesa: Torta de bolacha

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