Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Usando grão de café usado para abastecer uma casa com energia

Amo tomar café. Foi um hábito que adquiri na faculdade de arquitetura, entre noites insones e rádios barulhentas para me manter acordada. Foi consolidado assim que comecei meus estágios, naqueles momentos sagrados de parar, tomar um folego e recomeçar. Entre eles quem? O cafezinho amigo!

Também comecei a me preocupar com o meio ambiente muito cedo. Tive pais que me ensinaram a não desperdiçar nada, e não apenas por economia, mas para que a sociedade em geral não fosse prejudicada.

Sim, fui uma privilegiada. Tive pais que não apenas me ensinaram hábitos de leitura como me educaram para pensar na sociedade e não apenas no meu próprio umbigo (obrigada Pai e Mãe!)

Também sou admiradora da livre iniciativa, embora muitas pessoas confundam meu desejo de maior igualdade social e inclusão respeitosa como comunismo. Deve ser falta de aprimoramento em pesquisa para saber o que significa um e outro. Então os desculpo. 

Dito isso, digo também que achei bem inteligente esta proposta de uma empresa de unir seu produto café com a pesquisa de criar um biocombustível ecológico a partir de grãos de café usados e gerar assim energia limpa para abastecer uma casa projetada para mostrar esta tecnologia. E obviamente fazer propaganda para a marca. Propaganda inteligente, diria eu.

É o que fez a Dunkin 'Donuts com esta pequena casa abastecida com um biocombustível feito com 80% de óleo extraído da borra do café.


O projeto em si não me chama muito a atenção. Existem várias propostas de casas móveis bem pequenas que me parecem bem mais interessantes do ponto de vista arquitetônico. O que realmente me chamou a atenção foi o reaproveitamento de um produto bastante usado (inclusive por mim) e que normalmente é desperdiçado no lixo.
Segundo o site da empresa, eles fizeram uma parceria com uma empresa bioquímica, para fazer o biocombustível.

As etapas seguida são:

  • Extração do excesso de oleosidade no pó de café usado.
  • Mistura dos óleos extraídos com um álcool para produção do biodiesel e glicerina como subproduto.
  • Refino  
 O exterior da pequena casa transportável foi projetado para lembrar a marca tanto nos materiais utilizados como na forma que segundo eles, lembraria uma xícara de café.
O interior traz todos os confortos de uma casa principalmente com recantos para degustar um delicioso café. As cores usadas remetem à marca.

Faça um passeio pela casa AQUI 

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