MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Quem ainda lê blogs?

Falando por falar eis-me aqui, já tarde da noite, tentando fazer algo já tão ultrapassado nesses dias que correm:
ESCREVER.
Não apenas escrever em vez de gravar um vídeo ou postar uma imagem, mas escrever em um blog. 
Quem ainda lê blogs?  
As palavras ainda tem lugar nos tempos de agora? Mergulhar na leitura demanda tempo, demanda foco, demanda domínio da linguagem e da compreensão de textos.
E demanda também aprofundamento por parte de quem escreve para que o que saí da mente possa ter alguma relevância.

Há técnicas para caçar palavras chaves e a escrita acaba sendo mais dirigida aos robôs do Google que ao coração e mente do leitor. E mais do que nunca me lembro da frase que aprendi no mestrado da Engenharia de Produção: diga-me como me medes e te direi como produzo. 

 Quem ainda me lê, procura o quê? Informação sem dúvida, mas estará também interessado em saber o que pensa e sente essa pessoa que tecla? 
O que sentimos ao ler as frases de tantos arquitetos? Conseguimos vislumbrar o tanto de suas criações também pelo que falavam?
 Existe vida saudável na troca informal de inquietações? Pensar e falar a arquitetura não será também discursar no vazio que precede o concreto?

 Ao pensar uma nova alternativa para um problema de espaço, seja macro ou seja micro, também falamos de poesia, falamos de vida real, falamos de uma narrativa de proposições que não se perdem na imensidão do instante. Arquitetura perdura.
 Se alguém ainda me lê que me perdoe a falta de entusiasmo. Os tempos andam bicudos. Talvez a inquietação esteja dentro das pessoas e caiba aos arquitetos adaptar seus discursos aos novos tempos.

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