Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Casa Caldera - mescla cultura local no seu projeto e execução

Uma casa em pleno deserto no Arizona que se integre à paisagem e ofereça local de descanso para seus habitantes foi o pedido para o estúdio DUST e resultou na Casa Caldera.


Para conciliar esta dualidade vida ao ar livre e repouso, os projetistas foram em busca de um conceito organizador muito usado na história desse lugar, o  Zaguan. 

Um zaguan é, em termos genéricos, um espaço coberto localizado nas casas , geralmente ao lado da porta. 1 Nesse sentido, tem um significado semelhante ao vestíbulo . É um elemento de passo, sem caráter de moradia . No México, a palavra zaguán designa a grande porta ou portão que dá acesso a um prédio da rua. 2 Fonte




Foram usadas grandes portas de metal que abertas deixam o espaço coberto em contato direto com a natureza, fornecendo a iluminação e ventilação natural.  E fechadas garantem a segurança necessária à uma casa. Uma solução que garante versatilidade em um local de clima desértico. 




A estrutura é feita comuma variação do concreto, o lavacrete. Este material foi desenvolvido por Paul Schwam, sendo usado na arquitetura da região. É composto por uma mistura de escória vermelha, uma rocha de lava pulverizada, cimento e água que forma um material semi-fluido autossustentável que é compactado em formas semelhantes à taipa. O resultado é que a casa se mescla à paisagem de maneira harmoniosa. 
Nos dias frios a casa é aquecida por uma lareira. E nos dias quentes se consegue um clima mais fresco através do deslocamento do ar pelo Zaguan e pela espessura das paredes. As esquadrias pequenas, tradicionais em climas quentes, ajudam para que se minimize o calor solar. 

Como fica em um local mais afastado o abastecimento de água é feito por um poço e a energia solar garante a eletricidade básica. 

Fotos : © Jeff Goldberg, © Cades Hayes, DUST ™ © Gabriel Flores


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