Nem nos sonhos as cidades são seguras para as mulheres

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  Por que o urbanismo ainda ignora o corpo feminino? Às vezes os sonhos, mesmo que sejam pesadelos, são mais honestos do que qualquer relatório técnico. Relatei um desses que tive onde estava sozinha tendo que caminhar ao anoitecer no centro de minha cidade. Ainda haviam pessoas no sonho, mas a sensação de medo era palpável.  O inconsciente nos revela várias camadas adormecidas por meio dos sonhos. A gente acorda pensando naquilo. Sentindo as emoções daquilo. Sabendo que são insights simbólicos, alguns claros, outros escondidos. Como tudo na mente da gente. Essa diabinha que não para de se expandir. E de exigir atenção, feito criança birrenta. Espaços externos x espaços internos. Primeiro literais que sonho de arquiteta é repleto de detalhes espaciais. Chega a cansar de tanta coisa. Tem até escada inacessível que deixa a gente indignada até no sonho! E ele não te poupa da realidade. E quando tenta analisar aquele pesadelo, observa que na lista de recados simbólicos, a gente lê...

Reforma esconde surpresas com garagem camuflada

Quem vê esta fachada nem imagina o que ela esconde! Uma garagem disfarçada e uma reforma que aumentou e atualizou espaços na parte posterior, mantendo a fachada que caracteriza o patrimônio histórico do local.  

Projetos de arquitetos para suas casas sempre escondem surpresas, especialmente quando não as vemos logo de saída. É o caso desta casa de campo em Posonsby, na Nova Zelândia, reformada pelo seu proprietário que é diretor da empresa australiana Matter Architects.


Um dos problemas era a falta de locais para estacionamento na rua (lá como aqui este é um problema recorrente) em uma antiga casa histórica que estava quase em ruínas. A solução? Transformar um quarto em garagem, usando um elevador interno para que coubessem dois veículos). Isso tudo sem alterar demasiadamente a fachada que é muito simpática. Uma porta simulando uma janela abre o espaço da garagem e acomoda os carros. 
O acréscimo na parte posterior foi substancial. De 90 m2 passou para quase o triplo! E com uma atualização de conceitos que a fachada para a rua não revela. Vejam a diferença nas fotos de antes e depois logo abaixo.



Os espaços amplos do interior revelam a mudança da pequena casa de campo, com o acréscimo de peças que ressaltam a amplitude e proporcionam conforto e acolhimento aos proprietários, ao mesmo tempo que preserva o patrimônio histórico das construções do local.





Fotos : Simon Devitt (site dos arquitetos)


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arqsteinleitao

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