Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Reforma esconde surpresas com garagem camuflada

Quem vê esta fachada nem imagina o que ela esconde! Uma garagem disfarçada e uma reforma que aumentou e atualizou espaços na parte posterior, mantendo a fachada que caracteriza o patrimônio histórico do local.  

Projetos de arquitetos para suas casas sempre escondem surpresas, especialmente quando não as vemos logo de saída. É o caso desta casa de campo em Posonsby, na Nova Zelândia, reformada pelo seu proprietário que é diretor da empresa australiana Matter Architects.


Um dos problemas era a falta de locais para estacionamento na rua (lá como aqui este é um problema recorrente) em uma antiga casa histórica que estava quase em ruínas. A solução? Transformar um quarto em garagem, usando um elevador interno para que coubessem dois veículos). Isso tudo sem alterar demasiadamente a fachada que é muito simpática. Uma porta simulando uma janela abre o espaço da garagem e acomoda os carros. 
O acréscimo na parte posterior foi substancial. De 90 m2 passou para quase o triplo! E com uma atualização de conceitos que a fachada para a rua não revela. Vejam a diferença nas fotos de antes e depois logo abaixo.



Os espaços amplos do interior revelam a mudança da pequena casa de campo, com o acréscimo de peças que ressaltam a amplitude e proporcionam conforto e acolhimento aos proprietários, ao mesmo tempo que preserva o patrimônio histórico das construções do local.





Fotos : Simon Devitt (site dos arquitetos)


Gostou? Compartilhe e nos siga também nas redes sociais 
arqsteinleitao

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura