Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Fachada autolimpante em arranha-céu

Grandes edifícios tem grandes áreas envidraçadas cuja manutenção é fonte de gastos e riscos. Um lançamento em Nova York promete um revestimento de fachada autolimpante. E como funciona isso? Segundo o site holandês Materia, usando um novo material que "usa a luz solar para transformar agentes contaminantes em vapor de água e sal. O exterior irá remover o impacto de 2.000 carros por ano, o equivalente a 500 árvores." 

O prédio irá se chamar 570 Broome e foi projetado pela Builtd.  



Este novo material se chama Neolith . São lajes de pedra tratadas com um revestimento chamado Pureti que faz a purificação de ar baseado em nanopartículas aquosas e de dióxido de titânio, em um processo de fotocatálise.
Além de purificar, como é hidrofóbico, o revestimento torna a fachada autolimpante.
A pesquisa por novos materiais que facilitem a manutenção dos prédios de nossas cidades é uma fator que facilita a qualidade ambiental e econômica das metrópoles, além de reduzir o custo dos riscos que a limpeza por pessoas costuma trazer.


Fotos: Buildt

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