Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Nye - Uma cidade sustentável

Como seria uma cidade planejada com princípios sustentáveis e em colaboração entre os principais estúdios de arquitetura dinamarqueses e um grupo empresarial, o Tækker Group ? É o que vemos na cidade que terá em torno de 20 mil habitantes e que se chamará Nye, localizada no norte da Dinamarca e onde cada parte será desenvolvida por um escritório diferente de arquitetura.  

Aqui mostro o projeto dos arquitetos do AART. São 46 tipos de casas, dispostas em um anel que harmonizam a ideia de cidade em transição com o campo.  

E como se dá isso? Segundo o site dos arquitetos criando "não apenas diferentes formas de ligação ao campo, mas também diferentes tipos de vida privada e de vida comunitária. Por exemplo, a variedade de apartamentos, moradias e casas em cluster cria uma ampla gama de espaços ao ar livre - desde varandas de apartamentos até jardins de filas e agrupamentos." 



A vida privada nas casas, privilegiadas pela projeto escalonado que permite que estejam amplamente iluminadas e os jardins atrás e na frente se harmonizam com as amplas áreas de convívio em comunidade assinalando que a sustentabilidade não se resume em soluções técnicas, mas principalmente em conceitos de espaços que propiciem a interação das pessoas, seja em grandes ou pequenos grupos. 
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