Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Refúgio para artistas preserva cultura e tradição em ilha canadense


Um refúgio para artistas. Um dos seis que a Fundação Shorefast e a Fogo Island Arts Corporation solicitaram ao estúdio do arquiteto Todd Saunders. Um projeto que visa revitalizar a Ilha e sua paisagem através do meio mais duradouro e rico: a cultura. (posso ficar com inveja nesse país que tanto maltrata sua arte e seus artistas???)

Este estúdio em particular tem uma área bem extensa, mais de 200 m2 e segue uma forma limpa, um retângulo irregular sobre pilotis. O uso de pilotis para deixar a paisagem livre é um recurso que foi bastante usado pelos modernistas e Brasília é um exemplo disso. Na ilha, com seu terreno rochoso, essa estrutura permite que se construa sem grandes interferências no sítio.

É muito forte o contraste entre o negro do revestimento externo e o branco muito puro dos ambientes internos. Os espaços seguem a concepção externa e são muito fluídos e simples. Se observarmos a planta baixa, vamos ver que as funções de serviço foram alinhadas em uma "tripa" lado a lado, deixando que os espaços de lazer e contemplação se intercalem entre fechados e abertos, fazendo com que a transição entre espaços mais protegidos e outros mais em contato com a natureza aconteçam de maneira harmônica ao se passear pela casa.

Fotos: Bent Rene Synnervag.

Fonte Facebook do Estúdio

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