A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Equilíbrio ecológico e saneamento em prédio com estrutura em bambu

Projeto Toigetation
Boa Arquitetura que é simples, barata e bonita a gente gosta de mostrar aqui no blog. Quando ela une à isso um objetivo social de solucionar necessidades de saneamento e banho de alunos de comunidades carentes (inclusive de água) no Vietnã, nos dá mais um motivo para dar visibilidade aos prédios.

Dois exemplos da mesma proposta do escritório H&P Arquitetos que leva o nome de projeto Toigetation. O primeiro, mais enxuto é de 2014 e foi feito para o Ministério da Educação e Treinamento e Ministério da Saúde do Vietnã. 

Uma estrutura de bambu, aparentemente simples, mas com uma engenhosidade preciosa, faz uma espécie de cortina que envolve o prédio com uma camada de verde e ajuda a regular o clima.  







O segundo leva o nome de Toigetation 2 e foi ampliado no número de equipamentos e espaços disponíveis, mas mantém a ideia do envolvimento com as estruturas de bambu que, com a vegetação, proporcionam um corredor de sombras e abrigo e, ao mesmo tempo, alimentação. 

O prédio é construtivamente simples, o que facilita em áreas de recursos mais carentes, sua iluminação provem de painéis solares, e as águas da chuva e residuais são aproveitadas para uso nos jardins e limpeza. 

Parece as vezes que prédios assim simples não representam muito em termos arquitetônicos. Mas a verdade é que solucionar problemas básicos das pessoas, especialmente as que não dispõem de muitos recursos, exige muita criatividade, conhecimento e uma visão humana do profissional arquiteto, que deve estar atento às técnicas construtivas da região, ao material que pode ser utilizado de forma mais econômica e durável e em como conjugar os condicionantes técnicos com a possibilidade de melhoria da vida das comunidades.  

Vejam AQUI outro projeto dos Arquitetos do H&P







(Via Archdaily)

Fotos: Nguyen Tien Thanh

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