Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Escola pós terremoto - cooperação, economia e adequação à cultura


Os terremotos são desastres naturais que que causam destruição. Imaginem então um projeto do bem que resultou em uma escola infantil para uma região devastada no norte da Tailândia. É o que vamos ver na Baan Nong Bua School que foi destruída e o orçamento para reconstruí-la era apertado. Como foi a solução?

Uma equipe de profissionais foi acionada e os recursos foram patrocinados fazendo da escola um projeto de cooperação das pessoas. Surgiu então esse espaço escolar com 215 m2 que conta com 4 salas de aula e espaço central de atividades. 
Os materiais utilizados, alguns doados, foram o aço na estrutura, placas de madeira modulares e bambu no fechamento. O aço foi escolhido também pela capacidade de absorver a vibração dos terremotos, além da facilidade de construção, mesmo em áreas rurais.  

O projeto é bastante flexível e permite que os espaços se modifiquem de acordo com as necessidades dos usuários. A arquitetura segue a tradição local de tetos altos que permitem que a luz natural entre nas salas de aula e o ar circule mantendo um conforto interno e reduzindo a umidade interna. Os prédios são construídos sobre suportes por ser uma zona de inundação.
Vários hábitos culturais são mantidos no projeto: Locais para os sapatos em um local onde eles são retirados na entrada, amplos beirais, a varanda interna que é um espaço semi público muito usado na região.   
Um projeto realizado em cooperação, econômico e adequado à região e à cultura onde se insere. 

Arquitetos: Junsekino Architect and Design

Fotografia: © Spaceshift Estúdio

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