Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

É o Amor !!!!!

Admito. O amor é brega.


Tão cafona em suas demonstrações desbragadas de agradar ao outro. Mostrar nossa mais bela plumagem, pavões deslumbrados e carentes por reconhecimento e reciprocidade.

Amamos e queremos gritar nosso amor. Colocamos a palavra AMOR ou LOVE (que amar em inglês é sempre mais in) em nossas casas, nas paredes, nos mobiles, letras que se formam em demonstração que ali tem um coração que ama. E melhor ainda: um coração amado. 
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Que mexe com minha cabeça

E me deixa assim
Que faz eu pensar em você
E esquecer de mim
Que faz eu esquecer
Que a vida é feita pra viver

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Admito. O amor é profano.

Amamos e queremos nos embriagar do amor. Queremos engolir nosso objeto de admiração. Queremos não apenas amar, queremos amor apaixonado. Uma revolução interna que nos irrompe e que precisa extravasar em objetos. Muitos absurdamente surreais. E como toda coisa over, super exagerada, algumas se tornam cults. Quase nos apaixonamos pela breguice explícita.   
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Admito. O amor é sublime. 

O amor nos tira da mesmice cotidiana. Nos faz únicos. Para alguém somos realmente especiais como éramos em pequenos. Talvez essa a sua maior magia. Nos faz voltar a ter possibilidade de sermos o que imaginamos ser. E ao mesmo tempo nos dá uma segurança de sermos aceitos como realmente somos.

Pensando bem.... 


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O amor é mágico. 

Opera revoluções. Faz o impossível mais factível. Faz o comum, especial. E sendo assim pura magia, é ridiculamente sensacional.
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As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas 

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Assim sendo, como querer que nossas manifestações sobre o amor não sejam já tão batidas que nada pareça não ter sido feita. Usar letras coloridas, adesivos nas paredes, grafites e tabuletas....tudo é válido, se agradar. 

Do amor só queremos que seja bom. Que seja bonito. Que nos torne pessoas melhores e mais generosas.  
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Assim deixemos de lado os pré conceitos e sejamos bregas. Sejamos apaixonados. Sejamos sublimes e mágicos. 

E não deixem de lembrar que o nosso amor deve também se voltar para nós. Nosso cuidado, nosso lado mais bonito, nosso espaço mais bacana e acarinhado também deve ser feito para a gente. Porque se não nos amarmos, vai ser bem mais difícil sermos amados pelos outros. #Ficaadica 

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