A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

É o Amor !!!!!

Admito. O amor é brega.


Tão cafona em suas demonstrações desbragadas de agradar ao outro. Mostrar nossa mais bela plumagem, pavões deslumbrados e carentes por reconhecimento e reciprocidade.

Amamos e queremos gritar nosso amor. Colocamos a palavra AMOR ou LOVE (que amar em inglês é sempre mais in) em nossas casas, nas paredes, nos mobiles, letras que se formam em demonstração que ali tem um coração que ama. E melhor ainda: um coração amado. 
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Que mexe com minha cabeça

E me deixa assim
Que faz eu pensar em você
E esquecer de mim
Que faz eu esquecer
Que a vida é feita pra viver

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Admito. O amor é profano.

Amamos e queremos nos embriagar do amor. Queremos engolir nosso objeto de admiração. Queremos não apenas amar, queremos amor apaixonado. Uma revolução interna que nos irrompe e que precisa extravasar em objetos. Muitos absurdamente surreais. E como toda coisa over, super exagerada, algumas se tornam cults. Quase nos apaixonamos pela breguice explícita.   
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Admito. O amor é sublime. 

O amor nos tira da mesmice cotidiana. Nos faz únicos. Para alguém somos realmente especiais como éramos em pequenos. Talvez essa a sua maior magia. Nos faz voltar a ter possibilidade de sermos o que imaginamos ser. E ao mesmo tempo nos dá uma segurança de sermos aceitos como realmente somos.

Pensando bem.... 


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O amor é mágico. 

Opera revoluções. Faz o impossível mais factível. Faz o comum, especial. E sendo assim pura magia, é ridiculamente sensacional.
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As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas 

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Assim sendo, como querer que nossas manifestações sobre o amor não sejam já tão batidas que nada pareça não ter sido feita. Usar letras coloridas, adesivos nas paredes, grafites e tabuletas....tudo é válido, se agradar. 

Do amor só queremos que seja bom. Que seja bonito. Que nos torne pessoas melhores e mais generosas.  
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Assim deixemos de lado os pré conceitos e sejamos bregas. Sejamos apaixonados. Sejamos sublimes e mágicos. 

E não deixem de lembrar que o nosso amor deve também se voltar para nós. Nosso cuidado, nosso lado mais bonito, nosso espaço mais bacana e acarinhado também deve ser feito para a gente. Porque se não nos amarmos, vai ser bem mais difícil sermos amados pelos outros. #Ficaadica 

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