Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Micro Yuan transforma espaço privado em público

 © Wang Ziling_ Em Shengliang_ Zhang Mingming

Uma praça em um aglomerado de famílias. Um ambiente confuso, mas cheio de significados para as famílias que o habitam. Local: Pequim na China. Área de 10 m2. Um projeto de requalificação espacial pequeno em escala, mas grande em qualidade de vida aos seus habitantes.

Me lembra as nossas comunidades em suas construções sem rigor formal, que vão sendo acrescentadas de "puxadinhos" conforme as necessidades e folgas no orçamento. Assim também nesse espaço Micro Yuan, onde o projeto do escritório
ZAO -Standard Architecture optaram pela manutenção das antigas construções, com um reordenamento formal e espacial.


Novos usos para antigos prédios. De particular em público. De privado em áreas de uso comum como bibliotecas, oficinas de arte, locais de encontro e lazer. E com essa transformação conseguiram se adequar às novas normas urbanísticas locais.

Materiais usados: Tijolos, concreto e madeira. E muitas aberturas onde a luz e o ar pudessem entrar.

 Aqui podemos ver como era o espaço antes da intervenção.
E aqui após a o projeto da praça ser implementado.

Aparentemente uma pequena pracinha sem muita relevância arquitetônica. Ledo engano.  A Arquitetura se mede também pela transformação que acarreta em seus usuários. E é nas fotos de ocupação, vendo as crianças usando a biblioteca, os adultos usufruindo de espaços de arte e encontro que percebemos a grandeza e o significado de micro (mas macro) projeto.









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