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Algumas tendências na Arquitetura para 2016 e os próximos anos

Ano Novo. Vida Nova.

Parece chavão, mas a convenção de adotar calendários e datas marcantes de início e fim tem exatamente esse significado. Podermos renovar. Renovas sonhos, metas. Renovar folego para correr atrás dos novos e velhos objetivos. Não importa. O realmente relevante é não parar.

Tudo o para, morre. Tudo o que se move, vive. Embora, é possamos sim "desestressar" em vários momentos, exatamente para poder seguir em frente mais fortes.

Então foque no positivo. A vida sempre nos leva em uma espiral de crescimento. Que a façamos mais prazerosa e dinâmica.

E na Arquitetura? O que nos reserva os próximos anos? Estive lendo alguns artigos sobre tendências e ressaltei algumas que me pareceram bem relevantes:

  1. Menos Arquitetura SuperStar e mais colaboração: Mais que o nome de um super estrelado arquiteto, o significado do edifício vai contar. E as equipes multidisciplinares devem ganhar força na elaboração dos planejamentos. Ou seja, menos individualismo e mais participação colaborativa. 
  2. Novas tecnologias e uso de materiais: Novas possibilidades de usos de antigos materiais como a madeira podem ser pensadas para grandes prédios. Assim como o surgimento de novas possibilidades tecnológicas podem levar à novas soluções.   
  3. Reúso de espaços degradados: Sejam grandes prédios abandonados, sejam espaços públicos degradados, o seu reaproveitamento em novos usos e agregando tratamentos mais sustentáveis, como o uso de verde seja em hortas comunitárias, paredes e tetos. E focando no uso comunitário que proporcione o encontro das pessoas.
  4. Incremento de parques "indoor" - Grandes espaços de uso comum, fechados e/ou cobertos dotados de condições de conforto ambientais para que populações possam usufruir lazer e conhecimento em qualquer clima.
  5. Tratamentos com plantas em áreas urbanas poluídas: Especialmente em rios urbanos, plantas podem ajudar a filtrar e tornar mais limpas as águas que banham as cidades, resgatando usos e passeios nas áreas urbanas. 
Parecem bastante lógicas. Eu ainda acredito que veremos o incremento de moradias compartilhadas, sejam em cooperativas, sejam em outra forma de associação. Vejo uma demanda por planejar o futuro de toda uma geração que tem uma boa expectativa de vida e pensa em sua velhice como uma união de pessoas amigas, vivendo em locais saudáveis, ambientalmente corretos e arquitetonicamente sustentáveis.  
 
E nos interiores?

Alguns apontam o incremento das possibilidades que a impressão 3D proporciona, uma volta aos estampados e aos tons mais suaves em cores. A conferir. Eu não sou uma adepta de tendências em interiores. Acredito que cada vez mais vamos nos tornar senhores de nossas casas. E fazê-las cada vez mais parecidas conosco.  

E a crise?  

Não foque no negativo. Se fosse assim, meus pais que nada tinham em 1944, em plena segunda guerra mundial não se casariam. Eu nasci em plena guerra fria. Devia ter uns três anos quando o mundo passou por uma ameaça de guerra atômica. Passei por mais crises econômicas que seria saudável para qualquer pessoa. E conto uma segredo: a gente sobrevive e mais forte. E se eu sobrevivi a crises bem piores que essa daí de agora, vocês com certeza também. E com garra e crescimento pessoal, que é na verdade o que realmente importa na vida.

Assim me resta...

Desejar um 2016 do tamanho da sua vontade de arquitetá-lo. Desejo saúde que é nosso bem maior. Desejo fé que é necessária para os momentos de incertezas. Desejo energia para enfrentar o caminho que é necessário trilhar entre o sonho e a realização (e que nem sempre é fácil e gostoso, mas que é necessário e tem que ser percorrido).

Desejo enfim um 2016 cheio de momentos instigantes. E que possamos chegar à 2017 inteiros e melhores. E se der, fazendo alguma diferença no mundo que nos cerca.


 Fontes : 
fastcodesign 
archdaily

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