MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Como um Bar australiano me levou à literatura

Madeiras recicladas, um ar rústico. Tudo a ver com o ambiente de docas, proposta do Nelson Bar, projeto do escritório de arquitetura australiano Techne para o interior desse bar localizado em zona marítima.

Um grande mural do artista
Dexter Rosengrave, retratando uma criatura mítica do mar, acrescenta um toque de arte ao ambiente.

Enquanto escrevo esta postagem, ouço um congresso online de escrita criativa. Mania minha de sempre fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Mas ouvir o Charles Kiefer falar sobre os conceitos do que seria um mau livro onde ele cita um deles: falta de sutileza. 

Percebo que muitas delas se enquadrariam também no que seria uma má arquitetura. Fico me perguntando então o porque escolho essa e não aquela obra para colocar aqui no blog.

Não me considero uma arquiteta teórica. Sigo muito a intuição. Nem todas são belas ao primeiro olhar. Mas todas tem um algo que me chama a atenção. Me cala à alma. Bem como os livros. Literatura boa te pega nas letras, nas frases. Forma uma armadilha de querer saber mais. Mas mais que chegar ao final, eu vou navegando nos detalhes. Um mau livro, como os professores vem debatendo, é over. Explica (e mal) muito. Na arquitetura também. O over, o detalhe desnecessário atrapalha mais que ajuda. 

Um bar como esse, que instiga, que é bruto, mas não é, me fascina justamente pele contraposição. É como se me encontrasse com um personagem que muito rústico mas que guarda um universo de sentimentos que o tornam complexo. E por isso mesmo humano.

O humano não é perfeito. Os ambientes muito arrumadinhos me lembram meninos e meninas comportados, que não podem se sujar e anseiam por vida! Por exemplo, estantes de livros arrumadas por cor....Não é coisa de quem lê.

Garimpar madeiras nas docas, bancos que convidam para um trago. Mesas que chamam grupos, conversas altas, bazófias de marinheiros. Um ambiente que parece ter nascido ao acaso. Só que não.

Gosto disso. Essa liberdade do projeto que parece ter nascido da vida. Me lembra ela própria.

Um brinde então!  




Fotografia | Tom Blachford

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