Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Arquitetos e Arquitetura, passado, presente e futuro

Dia especial para relembrar o que se debatia há 15 anos atrás sobre o afazer arquitetônico. 21 de outubro, dia icônico na memória dos cinéfilos, que une passado e presente com a chegada de Marty McFly ao ano de 2015. Dia de relembrar um intenso trabalho feito por colegas em 2000 no decorrer do Primeiro Congresso Virtual de Arquitetura (ICVA.)
Naquele então foi realizado um esforço para identificar o que, na percepção de todos os profissionais participantes, seria um “denominador comum” sobre nossa arte e prática, e o resultado desta iniciativa foi o documento intitulado “O Arquiteto E A Arquitetura, Na Atualidade E No Futuro” que retrata as preocupações, e considerações daquele momento específico.
As conclusões estão sendo publicadas no site da ONG Synapsis:
www.moloughneydesigns.com
O mundo passou por transformações tecnológicas, econômicas e sociais desde então. A comunicação digital alargou algumas fronteiras, estreitou outras. A internet que começou de maneira livre e revolucionária, cada dia mais se burocratiza e recebe filtros em forma de algoritmos que apontam caminhos previamente determinados. Para que se torne viável economicamente, a mercadoria valiosa são os dados coletados. Nossa maneira de pensar e reagir. 


Vende-se uma economia livre e grátis. Ou quase. Mas todos sabemos que não existe almoço grátis. O mundo se transforma. Atividades somem com a velocidade da luz. Outras aparecem com a mesma velocidade. Comunicação é a tônica. Sustentabilidade passa a ser uma moda de consumo, algumas vezes mais que uma atitude de vida. 

E a Arquitetura? Como reage a isso? E o Arquiteto? Terá futuro como profissão? Seremos coach de espaços? E as cidades? Onde o papel do Arquiteto se faz mais premente. Debate presente em 2000. Debate urgente em 2015. 

Fica aqui o convite para a reflexão conjunta. Aceita-se dúvidas, propostas, utopias e pragmatismo. Só não vale ficar calado.

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