Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Arquitetos e Arquitetura, passado, presente e futuro

Dia especial para relembrar o que se debatia há 15 anos atrás sobre o afazer arquitetônico. 21 de outubro, dia icônico na memória dos cinéfilos, que une passado e presente com a chegada de Marty McFly ao ano de 2015. Dia de relembrar um intenso trabalho feito por colegas em 2000 no decorrer do Primeiro Congresso Virtual de Arquitetura (ICVA.)
Naquele então foi realizado um esforço para identificar o que, na percepção de todos os profissionais participantes, seria um “denominador comum” sobre nossa arte e prática, e o resultado desta iniciativa foi o documento intitulado “O Arquiteto E A Arquitetura, Na Atualidade E No Futuro” que retrata as preocupações, e considerações daquele momento específico.
As conclusões estão sendo publicadas no site da ONG Synapsis:
www.moloughneydesigns.com
O mundo passou por transformações tecnológicas, econômicas e sociais desde então. A comunicação digital alargou algumas fronteiras, estreitou outras. A internet que começou de maneira livre e revolucionária, cada dia mais se burocratiza e recebe filtros em forma de algoritmos que apontam caminhos previamente determinados. Para que se torne viável economicamente, a mercadoria valiosa são os dados coletados. Nossa maneira de pensar e reagir. 


Vende-se uma economia livre e grátis. Ou quase. Mas todos sabemos que não existe almoço grátis. O mundo se transforma. Atividades somem com a velocidade da luz. Outras aparecem com a mesma velocidade. Comunicação é a tônica. Sustentabilidade passa a ser uma moda de consumo, algumas vezes mais que uma atitude de vida. 

E a Arquitetura? Como reage a isso? E o Arquiteto? Terá futuro como profissão? Seremos coach de espaços? E as cidades? Onde o papel do Arquiteto se faz mais premente. Debate presente em 2000. Debate urgente em 2015. 

Fica aqui o convite para a reflexão conjunta. Aceita-se dúvidas, propostas, utopias e pragmatismo. Só não vale ficar calado.

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