Pular para o conteúdo principal

De problema em solução - vazio urbano vira horta em projeto premiado no PJC

Aproveitar espaços ociosos nas cidades, mesmo as pequenas, e transformá-los em hortas que possam contribuir para abastecer a população. 

Essa ideia de bom senso, mas ainda pouco utilizada, garantiu a estudante de arquitetura o primeiro lugar no prêmio Jovem Cientista, na categoria estudante de ensino superior. Seu nome? Deloan Mattos Perini. Estuda na Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), em  Erechim, no RS. O título da pesquisa, que teve como orientadora Marcela Alvares Maciel é:
" Modelo de agricultura urbana como inovação no processo de abastecimento de alimentos em cidades de pequeno porte"
Premio Jovem Cientista Deloan Perini
Fonte
A sua preocupação foi equacionar o número super alto de pessoas que passam fome no mundo, estimados em mais de 800 milhões (!) segundo dados da FAO/ONU com os vários espaços ociosos dentro das cidades. Uma ideia generosa de como utilizar esses espaços, inúteis dentro do contexto urbano, para uma finalidade mais social e que agregasse valor aos cidadãos gerou o projeto vencedor. 

O projeto mapeou as áreas de sua cidade e viu as que poderiam se transformar em hortas orgânicas urbanas. O potencial previsto é de 60 mil quilos de alimentos/mês. E o projeto prevê também como se dará essa distribuição, dividida em três partes, sendo uma comercializada e outras duas distribuídas para escolas e restaurantes populares.

Transformar problemas em soluções, reocupar espaços que nada significam no contexto urbano, reunir a população na execução e gerenciamento. E contribuir para minimizar um grave problema mundial, a fome, com a oferta de alimentos de qualidade. 


Interessante como ideias tão simples demorem para ser implementadas. A proposta é que esse projeto possa ser replicado em pequenas e médias cidades. Nas grandes teria que haver estudos mais complexos.

Mas, na minha opinião, nada impede que se façam projetos locais, que envolvam bairros e pequenas comunidades dentro das metrópoles. Já existem vários exemplos no mundo. Abaixo alguns exemplos de como isso poderia acontecer. Veja um Manual de agricultura urbana aqui.
Horta urbana
Encontrar locais para gerar a alimentação saudável nas grandes cidades

Hortas urbanas em telhados verdes
Arquitetos propõem agricultura urbana para Curitiba

High Line - NYC
Importância para a saúde das áreas verdes nas cidades

Horta urbana - Detroit
Reaproveitamento de áreas degradadas transformadas em hortas urbanas em Detroit - USA
  Fonte

Curta no Facebook  Assine no Flipboard  


Leia também sobre

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

Dicas para economizar na conta da luz

  Não bastasse os sustos do ano, os gastos do fim dele (ufa!) que não são apenas presentes, mas impostos, 13°, etc, etc, vamos ter também bandeira vermelha nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica já tomou essa decisão, que começa a vigorar no começo de dezembro.  O verão se aproxima com promessas de muito calor, estamos usando muitos aparelhos em casa para manter nossa rotina e trabalho seguindo. Então o que podemos fazer para economizar e não levar (tanto) susto na hora de pagar a conta?    Consciência Em primeiro lugar: consciência. Parece básico, mas não é. Sabe aquele ato automático de abrir a geladeira e ficar pensando no que vai comer? Ou beber? Não faça. Deixar acesas luzes em ambientes onde ninguém está. Apague. Lembro sempre do meu pai que nos incutiu essa cultura do não desperdício desde pequenos. Assimile e passe adiante. Splits e ar condicionado Este será um verão atípico porque muitas vezes teremos que abrir mão de ventilação mecânica em função da pandemi