MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

De problema em solução - vazio urbano vira horta em projeto premiado no PJC

Aproveitar espaços ociosos nas cidades, mesmo as pequenas, e transformá-los em hortas que possam contribuir para abastecer a população. 

Essa ideia de bom senso, mas ainda pouco utilizada, garantiu a estudante de arquitetura o primeiro lugar no prêmio Jovem Cientista, na categoria estudante de ensino superior. Seu nome? Deloan Mattos Perini. Estuda na Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), em  Erechim, no RS. O título da pesquisa, que teve como orientadora Marcela Alvares Maciel é:
" Modelo de agricultura urbana como inovação no processo de abastecimento de alimentos em cidades de pequeno porte"
Premio Jovem Cientista Deloan Perini
Fonte
A sua preocupação foi equacionar o número super alto de pessoas que passam fome no mundo, estimados em mais de 800 milhões (!) segundo dados da FAO/ONU com os vários espaços ociosos dentro das cidades. Uma ideia generosa de como utilizar esses espaços, inúteis dentro do contexto urbano, para uma finalidade mais social e que agregasse valor aos cidadãos gerou o projeto vencedor. 

O projeto mapeou as áreas de sua cidade e viu as que poderiam se transformar em hortas orgânicas urbanas. O potencial previsto é de 60 mil quilos de alimentos/mês. E o projeto prevê também como se dará essa distribuição, dividida em três partes, sendo uma comercializada e outras duas distribuídas para escolas e restaurantes populares.

Transformar problemas em soluções, reocupar espaços que nada significam no contexto urbano, reunir a população na execução e gerenciamento. E contribuir para minimizar um grave problema mundial, a fome, com a oferta de alimentos de qualidade. 


Interessante como ideias tão simples demorem para ser implementadas. A proposta é que esse projeto possa ser replicado em pequenas e médias cidades. Nas grandes teria que haver estudos mais complexos.

Mas, na minha opinião, nada impede que se façam projetos locais, que envolvam bairros e pequenas comunidades dentro das metrópoles. Já existem vários exemplos no mundo. Abaixo alguns exemplos de como isso poderia acontecer. Veja um Manual de agricultura urbana aqui.
Horta urbana
Encontrar locais para gerar a alimentação saudável nas grandes cidades

Hortas urbanas em telhados verdes
Arquitetos propõem agricultura urbana para Curitiba

High Line - NYC
Importância para a saúde das áreas verdes nas cidades

Horta urbana - Detroit
Reaproveitamento de áreas degradadas transformadas em hortas urbanas em Detroit - USA
  Fonte

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