MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Espaços e a água

O meu método de escrever no blog nem sempre segue uma sistemática. Em geral os assuntos me chamam. É como a leitura. Quando passo por uma livraria, muitas vezes nem sei o que procuro, passo os olhos por livros e um ou outro me chamam. Suas capas, sei lá, um que me diz que devo ler ou ter aquele exemplar.

Com os assuntos que trago aqui também. Hoje a água me chamou. Agua e espaço. Projetos que usam a água como elemento que compõem, que traz emoção, que se encaixa. 

Estranho falar em usar a água como elemento de composição em um tempo em que ela falta em alguns estados que nunca tinham passado por isso. Enquanto a seca era algo do sertão, para os do centro era uma preocupação longínqua. As vezes era folclore. Embora já de muito se soubesse que a água era um bem escasso, que podia ser finita, era tratada como algo sem fim. Imaginem que a tratada a peso de ouro pela população através do poder público era usada por alguns para limpar calçadas! Coisa de gente sem estudo, diriam alguns. Pior que não. 
Pois chegou um dia em que a água faltou no estado mais rico da nação. As mansões com piscinas, os prédios mais finos, as favelas, as classes mais medianas, todos passando pelo dilema de comprar água onde pudessem. Os que conseguiam comprar. Tendo que aprender a poupar, coisa de louco. Como se fossem aprender a ter um comportamento sustentável da noite para o dia. Enfim, pior aprender nos maus momentos que nunca.
E a Arquitetura? E o assunto de hoje? A água no espaço? Como fica? 
Fica na mente da gente para lembrar da beleza do mundo. Como ele pode ser deslumbrante quando bem tratado. Como é importante entender que o comportamento nosso de cada dia resulta em consequências. Se elas seriam boas ou ruins, dependem dos nossos atos.
Todos os que têm sensibilidade para gostar de ambientes lindos, tão cheios de encantamento, também a tem para cuidar para que sejam sempre assim. Sempre belos, sempre plenos de natureza.
Água que corre faceira
Abundante cachoeira
Rio nascente
Limpa semente
Amanhã nasce do cuidado
Do hoje bem tratado

O que era para ser umas palavras sobre espaços que usam agua, acabou em palavras que reflexionam sobre como usamos essa mesma água que hoje falta em tantos locais. 

Impossível deixar de pensar sobre isso. Nas florestas que foram cortadas, nos rios que foram assoriados, na natureza mal tratada. Nas fábricas que poluem, nas nascentes que se sujam, nas cidades que crescem sem planejamento. Nos atos vários que desperdiçam, que não cuidam, que não pensam no futuro.....

Fotos : Google e Pinterest

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