8 Tiny cabanas para inspirar sua alma

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Na esteira das mudanças de anseios pelas quais passa a humanidade, vemos o incremento das chamadas " tiny houses ". Tiny vem do inglês muito pequeno, e assim foram batizaram casas ou cabanas com pouquíssimo espaço e muito aproveitamento. Seja para casas de veraneio, espaço de trabalho ou mesmo para residir, a experiência de viver apenas com o indispensável, parece ser das tendências mais interessantes dos tempos atuais. Até porque contrapõem de maneira bastante enfática toda uma sociedade de excessos em consumo e usos. Separei aqui 8 exemplos de tiny cabanas que são altamente inspiradoras para alimentar essa ideia de forma prática. Muitas delas são vendidas como forma pré-fabricada.  A primeira delas é  aVOID . Com 8 metros quadrados, o jovem arquiteto Leonardo di Chiara projetou uma pequena casa, inspirada em barcos de sua infância.   Pode ser acoplada a um trailer e, por meio de dobragens consegue múltiplas possibilidades de uso. E ainda conta com um mirante/janela na parte

Mapas da cidade - ouvindo a voz do escritor sobre ruas e bairros

Tomei contato com a obra de Érico Veríssimo ainda adolescente. Clarissa, uma guria quase da minha idade me tomou de assalto. Depois fui atrás de mais e mais para saber o que acontecia com ela e com os personagens que aquele gaúcho, nascido na Cruz Alta de minha mãe, escrevia em seus livros. Li quase todos! Falo sobre ele aqui

Por isso mesmo o assunto desse almoço no Studio Clio falando de uma Porto Alegre dos anos 30, na voz do escritor que descreve as ruas e bairros com uma fluidez e colorido que só os bons autores sabem fazer. Deliciosa palestra de Márcia Ivana De Lima E Silva


Se eu já me deslumbrava com a Porto Alegre que conheci aos cinco ou seis anos de idade, quando vinha visitar a Capital com meus pais ( e isso eram os anos 60), fico imaginando a cidade que era nos anos 30. Para um estado rural, os prédios deviam parecer deslumbrantes. Imaginem então um grande dirigível cruzando os céus da cidade e a população ao lado dos prédios do centro. Deles ainda resiste o Teatro São Pedro a esquerda e a biblioteca municipal ao fundo (direita).  

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Arquitetos e urbanistas analisam cidades sobre mapas, plantas e desenhos. Mas cidades são mais que isso. Cidades são olhares tantos de quem as habitam. Cidades são feitas de histórias e vivências. Atrás de cada janela em cada noite escura, se escondem sonhos e universos a serem descobertos. Pessoas fazem cidades e por isso elas vivem em constante mutação. Através de suas memórias, de suas ficções vemos uma cidade que se esconde nos meros mapas que vemos em livros ou telas de computador.
Érico também tinha a sua visão da Porto Alegre de então, talvez a visse mais cosmopolita que realmente era...dizia que seus primeiros romances descreviam a "provincianíssima Porto Alegre de 1934 como uma metrópole tentacular e turbulenta que recendia a gasolina queimada e asfalto. Em Olhai os Lírios do Campo fiz uma das personagens, um arquiteto, construir um arranha-céu de trinta andares – coisa que na realidade a capital do Rio Grande do Sul só veio a ter vinte e cinco anos mais tarde. (Fonte).

Não sei como eram e se fazia os seus célebres diários e desenhos dos lugares que criava em seus livros. Ele os via de tal forma que, para países imaginários, criava mapas com geografia e detalhes apurados. 

Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento. 
Érico Veríssimo
ALMOÇO
O cardápio tinha obvias referências à gastronomia gaúcha. Os chefs Leonardo Magni e Liliana Andriola , da Mandarinier, sempre se esmeram em nos brindar com descobertas e gostosuras. Dessa vez sem estranhamento, mas ao contrário, com um reviver sabores da infância e da vida da gente que mora aqui.
Entrada
Salada de folhas com pêssego e copa serrana

Prato principal
Picadinho com purê de moranga e queijo colonial acompanhado de farofa de erva mate 

Sobremesa
Ambrosia de bergamota



Fotos Porto Alegre antiga
Fotos do almoço : Elenara Stein Leitão


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