Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casa de materiais reciclados e rearrumados


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Imagine uma casa com material de segunda mão. Já não é inteiramente inovador fazer isso. Aliás, não é inovador para uma certa camada da população, porque milhões mais carentes fazem isso há muitos anos. 
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Mas pense em um arquiteto europeu, criador de grandes obras, que faça a sua casa assim. E mais, a medida em que algo se estraga, ou quebra, ele faz um remendo com o material que tiver ao seu alcance e a sua casa vai se tornando uma teia única e completamente personalizada.

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Esta é a proposta do arquiteto húngaro Elemèr Zalotay. Imagine algumas décadas dessa prática e o resultado é o que se vê no vídeo abaixo. Estranho. Instigante. Pode-se chamar de arquitetura? Ou apenas de mania de um homem excêntrico? Pois muitos consideram arquitetura de qualidade. E você ? O que acha? 

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