Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Casa de materiais reciclados e rearrumados


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Imagine uma casa com material de segunda mão. Já não é inteiramente inovador fazer isso. Aliás, não é inovador para uma certa camada da população, porque milhões mais carentes fazem isso há muitos anos. 
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Mas pense em um arquiteto europeu, criador de grandes obras, que faça a sua casa assim. E mais, a medida em que algo se estraga, ou quebra, ele faz um remendo com o material que tiver ao seu alcance e a sua casa vai se tornando uma teia única e completamente personalizada.

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Esta é a proposta do arquiteto húngaro Elemèr Zalotay. Imagine algumas décadas dessa prática e o resultado é o que se vê no vídeo abaixo. Estranho. Instigante. Pode-se chamar de arquitetura? Ou apenas de mania de um homem excêntrico? Pois muitos consideram arquitetura de qualidade. E você ? O que acha? 

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