Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Rococó gastronômico - hedonismo puro!

Jean Honoré Fragonard, um ariano do mesmo dia que eu, pintor francês com grande produção, mas nem tanta popularidade assim na sua época, foi o tema da excelente palestra do professor Dr. José Augusto Avancini no almoço Clio.  

Em momento hedonista de vida, estava realmente precisando me debruçar sobre a arte e a sua maravilhosa maneira de acrescentar em sensibilidade e despertar meus sentidos para novas percepções da vida. (Parenteses: me lembrei de um livro que li no milênio passado chamado As portas da percepção de Aldous Huxley ) e o motivo é que a Arte tem um efeito de uma droga alucinógena para minha mente como as experiências descritas no livro. É como se eu me refinasse, como se as pinceladas, as intenções do artista servissem de porta para que novas luzes se abram novas maneiras de sentir e ver.  

E nada melhor que abrir essas portas com uma bela aula sobre algo que eu desconhecia e que me fascinou, unida a um belo almoço, um bom vinho e uma excelente companhia. Convite aceito, momento fantástico, confirmando que a Vida é bela se bem vivida. E esse bem vivida varia de pessoa a pessoa. Para mim passa pelo conhecer, pelo pesquisar, pelo prazer e pela contemplação sensorial.
O almoço fazia referências à estes prazeres, relembrava cores que Fragonard usava em suas pinturas.

Entrada
Massa folhada com gruyère e chutney de frutas secas - apresentação linda, amarelos e vermelhos coexistindo em uma festa para os olhos. (Uma ressalva, a massa folhada estava um pouco cozida demais para o meu gosto, dificultando que se cortasse. O chutney estava divino)

Prato principal
Boeuf bourguignon com batatas douradas - Um prato forte, carregado de rusticidade campestre mas que lembra as caçadas dos nobres da época. Mas como assim, mulher, tu não vive dizendo que não come carne vermelha e coisa e tal??? Sim, não como. Mas não sou rígida gente. Já passei dessa fase. Se for o caso, provo sim, e estava deliciosa. Mas as batatas para mim ganharam. Comi todas!!! Faltou um pão para comer com o molho - mãos lambuzadas...acho que entrei no espírito sensual da época....rsss 
Sobremesa
Bavaroise de chocolate com compota de morango - bom gente, eu comeria quantidades obscenas dessa sobremesa. E olhem que eu não sou de doces. Uma consistência perfeita, uma sensação de frescor, de delícia, de vontade de comer mais e mais...querem coisa mais sensual que isso??? Adoro quando a comida se relaciona de forma tão perfeita com o tema, o que sempre acontece nos almoços e banquetes Clio.

A Leitora, um dos quadros de Fragonard, onde podemos sentir a referência das cores que inspiraram a gastronomia. 
A fonte do amor, uma de suas obras que mostra o espírito alegre e cheio de jogos amorosos da época.
Como não sou uma experta em arte, separei uma aula sobre um de seus, O Balanço, onde podemos entender melhor os simbolismos e a composição. Não está em português, mas é entendível. E abaixo um resumo sobre o rococó nas artes e arquitetura. As pinturas eram usadas como elementos decorativos nas paredes, quase como se fossem nossos papéis de parede atuais. Uma mostra na primeira figura do salão aí de cima. Um período de festa e muito over. Mas muito interessante e que teve suas vertentes no Brasil no século XVIII
El Gronxador (1767) de Jean-H. Fragonard from Manel Trenchs on Vimeo.

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