O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Quartos para dois adolescentes - como fazer

Como ambientar um quarto de gêmeos ou dois irmãos que convivem no mesmo espaço? E com os quartos pequenos que temos hoje em dia? Muitas vezes é tarefa impossível, ou quase. Nos apartamentos mais antigos até se consegue fazer milagres, mas reunir em um espaço de uns 12 metros quadrados toda a gama de necessidades que um jovem quer para seus quartos é um tremendo desafio! 

Se são do mesmo sexo, a tarefa fica um pouco mais simplificada. Se não, e se já forem adolescentes, fica um pouco mais complicado pela natural vontade de privacidade que todo garoto ou garota nessa faixa etária sente. 

A necessidade passa geralmente por mais espaço! Espaço para brincadeiras se forem menores, espaço para reuniões com amigos se forem maiores. Espaço para dormir e espaço para estudar. Espaço para lazer a sós e espaço para lazer em grupo! Haja espaço para acomodar essas pessoas espaçosas que são nossos filhos e filhas! 

Podemos optar por soluções que acomodem camas em L. O inconveniente é que, em geral, uma das camas vai ficar junto de uma janela. Mas o bom é o espaço central que proporciona.

Podemos optar por camas que se recolhem, optando por boas ferragens e marcenaria que proporcionem essa solução. O inconveniente é ter que puxar e abrir todo o dia. A parte boa é obviamente mais espaço para outras atividades.

A solução clássica é colocar duas camas em cada canto da peça e a área de bancada junto da janela.  Esta solução torna fácil também haver bicamas, sempre um a solução legal para quem gosta de levar amigos para dormir em casa.
Os clássicos beliches também são uma solução bastante usada. Podem gerar uma disputa por quem fica em cima ou em baixo, mas há casos em que são a única solução.
Se o pé direito do quarto permitir, pode-se optar por colocar as camas em um mezanino e fazer a área de lazer e estudos em baixo. Ganha-se o dobro do espaço, mas é preciso analisar essa solução com muito carinho para que não fique muito opressiva para quem usa o espaço. E é também uma solução mais cara.

O bacana é que os adolescentes participem ativamente no projeto para que o seu espaço tenha realmente a sua cara e atenda às suas necessidades. Não esqueçam que os revestimentos e paredes tem uma especial importância. Prever locais para que possam colocar fotos, pôsteres ou mesmo grafites é interessante. Revestimentos resistentes e fáceis de lavar também. 

E você ? Tem filhos adolescentes compartilhando o mesmo quarto? Como resolveu? A gente vai adorar saber! 

Fotos: Google e Pinterest 

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