Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Museu que utiliza reciclagem e reutilização de materiais

Esses dias andei passeando pela poesia medieval da Andaluzia e agora me deparo com este projeto: Museu das Águas. Onde? Lanjaron, Granada na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha.   
Ele me chamou a atenção primeiramente pela forma. Aliás, a forma é a maneira primeira que a Arquitetura usa como ferramenta de comunicação com as pessoas. A forma não é um fim em si, ou não deveria ser, mas sim uma maneira de impactar, chamar a atenção, passar o recado que a edificação encerra.

 
Um museu sempre fala do resgate da história, mesmo que ela seja presente e do meio ambiente. Um museu nos tira do momento cotidiano e nos leva para um mundo de possibilidades. Sempre. 


Um museu das águas que utiliza de reciclagem e reutiliza elementos do ambiente em que se encontra, não apenas economiza recursos, mas passa uma mensagem de preservação. E o uso de elementos que remetem aos sentidos da gente, como o aroma das flores de laranjeiro e o som das águas, se complementam com o uso de sombras e luzes para criar uma atmosfera de contemplação e pertencimento.  


O local? O pátio de um antigo matadouro que recebe uma nova e instigante construção em madeira. Um local de morte que se transforma em local de vida com o apelo aos sentidos humanos. Uma transformação simbólica de esperança e renovação. Preservação.

 

Preservação inclusive dos antigos espaços que recebem uma mínima intervenção que expõem suas antigas entranhas e estruturas. Toras de eucalipto caídos são dispostas em variados tamanhos formando com a água um cenário mágico.

 
O Museu se estrutura em torno dos caminhos da água. Vários encaminhamentos mostram fluxo e refluxo e encaminham para uma aproximação empática com esse elemento tão precioso para nós.






E a proposta foi complementada com um trabalho cooperado de empresas privadas e população local, gerando uma ação comunitária e que pretende formar uma coesão social na comunidade ao mesmo tempo em que servem de marco para divulgação da história local. 


Projeto do Arquiteto Juan Domingo Santos

Fotografias: Fernando Alda 

Fonte 

Outros projetos que podem te interessar:
Museu das àguas de Porto Alegre
Pavilhao da água

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