O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Museu que utiliza reciclagem e reutilização de materiais

Esses dias andei passeando pela poesia medieval da Andaluzia e agora me deparo com este projeto: Museu das Águas. Onde? Lanjaron, Granada na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha.   
Ele me chamou a atenção primeiramente pela forma. Aliás, a forma é a maneira primeira que a Arquitetura usa como ferramenta de comunicação com as pessoas. A forma não é um fim em si, ou não deveria ser, mas sim uma maneira de impactar, chamar a atenção, passar o recado que a edificação encerra.

 
Um museu sempre fala do resgate da história, mesmo que ela seja presente e do meio ambiente. Um museu nos tira do momento cotidiano e nos leva para um mundo de possibilidades. Sempre. 


Um museu das águas que utiliza de reciclagem e reutiliza elementos do ambiente em que se encontra, não apenas economiza recursos, mas passa uma mensagem de preservação. E o uso de elementos que remetem aos sentidos da gente, como o aroma das flores de laranjeiro e o som das águas, se complementam com o uso de sombras e luzes para criar uma atmosfera de contemplação e pertencimento.  


O local? O pátio de um antigo matadouro que recebe uma nova e instigante construção em madeira. Um local de morte que se transforma em local de vida com o apelo aos sentidos humanos. Uma transformação simbólica de esperança e renovação. Preservação.

 

Preservação inclusive dos antigos espaços que recebem uma mínima intervenção que expõem suas antigas entranhas e estruturas. Toras de eucalipto caídos são dispostas em variados tamanhos formando com a água um cenário mágico.

 
O Museu se estrutura em torno dos caminhos da água. Vários encaminhamentos mostram fluxo e refluxo e encaminham para uma aproximação empática com esse elemento tão precioso para nós.






E a proposta foi complementada com um trabalho cooperado de empresas privadas e população local, gerando uma ação comunitária e que pretende formar uma coesão social na comunidade ao mesmo tempo em que servem de marco para divulgação da história local. 


Projeto do Arquiteto Juan Domingo Santos

Fotografias: Fernando Alda 

Fonte 

Outros projetos que podem te interessar:
Museu das àguas de Porto Alegre
Pavilhao da água

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