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Dia Mundial da Igualdade Feminina - e na Arquitetura?

Dia 26 de agosto é uma dia de reflexão sobre a atuação e especialmente das ainda desigualdades que marcam o papel que as mulheres exercem nesse mundo. Desde meninas somos cercadas de rosas, de bonecas e por mais que nos esforcemos por ter nossas próprias escolhas de vida, lá vem a propaganda nos inundar com conceitos de como devemos ser para sermos "mulheres de verdade". E quando ouço esse conceito, logo me vem a mente: perfeição. Sim, não nos exigem menos do que sermos competentes, independentes, competitivas, lindas, bem vestidas, magras, boas mães, boas esposas, boas amantes, participativas, etc, etc. Ufa gente, ninguém consegue abarcar todos os papéis na vida!


E na Arquitetura? 

Esses dias achei um texto bem interessante que falava justamente sobre essa desigualdade na atuação das arquitetas. Se perguntarmos rapidamente sobre arquitetos famosos mundialmente, vários nomes surgirão. Mas e se perguntarmos especificamente por uma grande nome feminino da Arquitetura aposto que 9 entre 10 pessoas citarão Zaha Hadid, ganhadora do Pritzker, uma das únicas mulheres aliás. Mas em um campo de trabalho em que as mulheres tem um número de profissionais tão expressivo é obvio que existem mulheres arquitetas ganhando vários prêmios: ironicamente alguns são relevantes, mas na categoria "mulheres" arquitetas....o que não deixa de ser discriminatório já que arquitetura não tem gênero, embora possa ter diferenças de olhares e concepções.  Algumas dessas arquitetas que ganharam nessa categoria no Architecture Awards 2014 foram: 
Julia King, uma jovem arquiteta britânico -venezuelana que trabalha com desenvolvimento urbano e Francine Houben, que desenvolve trabalho de pesquisa em habitação em Cambridge. Uma das premiadas, por uma ironia do destino, morreu no dia em que seria consagrada: Kathryn Findlay que disse que ela tinha escolhido ser arquiteta "Para misturar poesia e pragmatismo".

Mas alguns dados são muito preocupantes no artigo. De acordo com uma pesquisa feita pelo Jornal de Arquitetos (participantes 926 pessoas!) : " Dois terços das mulheres sofreram discriminação sexual no trabalho, um aumento de oito pontos desde que a pesquisa começou em 2011". Como assim???? Aumentou em vez de diminuir??? Outro dado preocupante "88 por cento das mulheres entrevistados acreditam que ter filhos coloca as mulheres em desvantagem em arquitetura".

Outros resultados sobre a questão da remuneração: "Elas ganham menos que seus colegas do sexo masculino" e "dois terços acreditavam que a indústria da construção não aceita plenamente a autoridade do arquiteta." E que "20 por cento das mulheres arquitetas disseram que tinha experimentado o bullying na universidade."

Terrível! De pensar duas ou três vezes antes de querer ser arquiteta...
Só que não! Afinal lugar de mulher é onde ela quiser, na construção civil também. Vejam o conselho que Kathryn Findlay deu em uma entrevista antes de morrer:

"Foco e estar aberta às possibilidades - não se deixe levar pela agressão do que os outros pensam sobre as coisas, faça calmamente suas coisas e as comunique com clareza, sempre levando em conta a posição dos outros . . a vantagem que temos como mulheres é que somos mediadoras naturais entre as pessoas e a natureza . " 

Ou seja, se o mundo ainda nos trata de forma desigual, ou não tão igual como gostaríamos, foco na nossa força e meta. E vamos arquitetar nosso futuro conjunto. 

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