Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Aproveitando o pé da máquina de costura da bisa

Sou da época em que as vós costuravam. Em casa. Minha vó ficou viúva com 24 anos, quatro filhos, o mais novo com 4 meses(!). Ela os criou pedalando muito! Sim, naquela época as máquinas de costura tinham pés e eram movidas às pedaladas que as mulheres davam com os pés. Não é a toa que muita nona tenha pernas lindas. 

Meu pé de máquina
Pois bem, da profissão de minha vó que costurava para alfaiates da cidade para sustentar seus filhos às donas de casa, que faziam as roupas de todos, já que confecção pronta era coisa de muito poucos, sobraram muitos pés de máquinas. Lindos! Eu mesma tenho minha mesa do escritório sobre um deles. Aliás, sobre sobras de algumas máquinas, já que eram peças soltas que uni. Mas ficou bom. Depois virou moda, meio viral, sabem como é. E como tudo que se usa muito, acabou ficando cansado e meio esquecido. Mas é tão bonito e se pode usar de tantas maneiras que eu considero uma peça muito clássica. Assim reuni varias utilizações para quem ainda tem um pé de máquina para chamar de seu.

De mesa de escritório à penteadeira cheia de charme....

A clássica mesa de centro com tampo de vidro....
Ou mesmo uma mesa de jogos com tabuleiro de damas ou xadrez.
Uma simpática mesa de chá ou café.
Um apoio de bancada em escritório.

Nos banheiros! E com direito a banquinho para as crianças menores.
Uma bancada para trabalhos manuais
Ou um suporte para flores....
Uma peça que lembra os pés laboriosos de nossos antepassados, que lembra história e trabalho. Um exemplo lindo de sustentabilidade afetiva.

Fotos: Google e Pinterest

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