Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Aproveitando o pé da máquina de costura da bisa

Sou da época em que as vós costuravam. Em casa. Minha vó ficou viúva com 24 anos, quatro filhos, o mais novo com 4 meses(!). Ela os criou pedalando muito! Sim, naquela época as máquinas de costura tinham pés e eram movidas às pedaladas que as mulheres davam com os pés. Não é a toa que muita nona tenha pernas lindas. 

Meu pé de máquina
Pois bem, da profissão de minha vó que costurava para alfaiates da cidade para sustentar seus filhos às donas de casa, que faziam as roupas de todos, já que confecção pronta era coisa de muito poucos, sobraram muitos pés de máquinas. Lindos! Eu mesma tenho minha mesa do escritório sobre um deles. Aliás, sobre sobras de algumas máquinas, já que eram peças soltas que uni. Mas ficou bom. Depois virou moda, meio viral, sabem como é. E como tudo que se usa muito, acabou ficando cansado e meio esquecido. Mas é tão bonito e se pode usar de tantas maneiras que eu considero uma peça muito clássica. Assim reuni varias utilizações para quem ainda tem um pé de máquina para chamar de seu.

De mesa de escritório à penteadeira cheia de charme....

A clássica mesa de centro com tampo de vidro....
Ou mesmo uma mesa de jogos com tabuleiro de damas ou xadrez.
Uma simpática mesa de chá ou café.
Um apoio de bancada em escritório.

Nos banheiros! E com direito a banquinho para as crianças menores.
Uma bancada para trabalhos manuais
Ou um suporte para flores....
Uma peça que lembra os pés laboriosos de nossos antepassados, que lembra história e trabalho. Um exemplo lindo de sustentabilidade afetiva.

Fotos: Google e Pinterest

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