Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

O espaço do sagrado - capelas



Espaços do sagrado. Desde o início da história da arquitetura vemos os espaços de templos, de contemplação, de encontro com o divino que em nós habita, se salientarem em maior ou menor grau de luxo e/ou complexidade.


Mesmo para os que não acreditam em um (ou mais) deus(es), ainda assim o espaço do sagrado existe. Entendamos sagrado como a transcendência, como a chama da criação. E nesse sentido até mesmo um belo teatro é um espaço sagrado. Um museu, um centro de artes, um belo parque...


Penso, portanto, que os sábios antigos, que buscavam garantir a presença de seres divinos pela construção de templos e estátuas, mostraram percepção sobre a natureza do Todo, pois eles perceberam que, embora esta alma esteja em toda parte tratável, a sua presença será melhor assegurada quando um receptáculo apropriado é elaborado, um lugar especialmente capaz de receber uma parte ou fase dele, algo para reproduzi- lo ou representá-lo, e servir como um espelho para capturar sua imagem. (Plotino, livro IV das Enéadas, 3º tratado ("Problemas da alma"), § 11). (fonte)



Mas se for pensar em um templo, de adoração a um Deus, sempre me lembro das capelas. Me parecem que encerram uma singeleza que a grandeza das igrejas e catedrais não conseguem exprimir. É como se o dialogo com o Deus de cada um fosse mais facilitado em um espaço menor, mais íntimo, mais simples. Obvio que é polêmico, é muito particular de cada um. Mas o espaço sacro encerra alguns conceitos.


O principal deles simbólico. É um espaço de elevação. Então a ideia do espaço que te sugere um olhar ao alto é sugestiva. E o encaminhamento através de símbolos como a água também são uma forma simpática de remeter à transcendência.


Separei algumas capelas que achei interessantes. Cada uma expressa uma ideia, mas tem em comum uma concepção limpa e singela.








Comentários

  1. Maravilhoso!
    Obrigada, por compartilhar estas maravilhas!

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  2. Obrigada a ti, Márcia, por compartilhar tua opinião! É tão importante receber um retorno assim. Abraços

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