MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Arte serve pra gente se sentir gente

Arquitetando Ideias
Hoje foi um dia massacrante. Dedicado ao que chamo de burocracia da morte. No momento de maior sensibilidade de um ser humano, quando se perde alguém querido e se tem vontade de sumir do mundo, a vida te chama a cuidar de seguros, pecúlios, contas bancárias e para tudo há que autenticar, juntar papel, falar sobre quem foi. É como se ficasse remexendo em uma ferida a toda hora. E foi nesse sentimento que me permiti passear no centro da cidade. Primeiro vendo um exposição de Vik Muniz

Um trabalho instigante, uma ironia em forma de objetos que muitas vezes chocam mas fazem refletir. O que mais me impactou: uma mandala. Uma reinterpretação de formas biológicas, de pequenos espaços de nós que formam uma harmonia que fala de transcendência. Somos sim pequenos, somos efêmeros, mas ao mesmo tempo somos poesia e por isso mesmo eternos. 
Depois uma visita ao memorial do Érico Veríssimo. Érico é para mim quase um pai da leitura. Fez parte de minha adolescência, passeei por suas obras como se histórias minhas fossem. Esse prédio antigo na rua da Praia em Porto Alegre já abrigou uma Casa Cor e hoje resgata a memória de nosso grande autor.
Uma sala onde pode-se mergulhar em suas obras. Ouvir histórias infantis, ver as cidades que ele imaginou com tantos detalhes. Lembro que em suas memórias li que ele fazia mapas dos locais que criava, com tantos detalhes que eles criavam asas e se tornavam quase reais.

Um dos livros que mais me marcou. O Senhor Embaixador. Li e reli muitas e muitas vezes. E em todas me encantei com a história daqueles que tentam fazer novas histórias e acabam repetindo as velhas.
E obviamente me encantei com o lado gateiro do Érico.
arquitetando ideias
E no mesmo prédio o museu da eletricidade. Simbolismos ou sinais? A vida é feita de luz. Da luz que deixamos, da luz que dos que foram, da luz que mostra o caminho e nos ajuda a achar o rumo. 

Para que serve a arte. Para nos trazer de volta ao ser gente. Quando o mundo teima em nos despersonalizar e embrutecer, a arte nos traz ao encontro do significado real da vida: o sentir.
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Autor e fotos : Elenara Leitão 

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