Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Master Class - Obra de mestre

Para iniciar o ano nada melhor que um projeto que reúna educação e um grande mestre. É o caso desse prédio educacional chinês.

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse projeto foi sem dúvida a forma de seu telhado. Essa intrigada teia de madeiras interpostas me pegou visualmente só depois fui conferir de quem era o projeto. Pois é de um vencedor do Pritzker - o Nobel da Arquitetura. O chinês Wang Shu e sua esposa Lu Wenyu, do escritório Amateur Architecture Studio .

Esse projeto faz parte de uma série de prédios projetados pelo estúdio para o Campus Central da Academia de Arte da China, onde o mestre chefia o departamento de Arquitetura. Segundo o próprio Wang Shu, a sua ideia era expressar o espírito chinês nesse prédio.  

Há um interessante encaminhamento pelo prédio que vai levando os visitantes a descobrir espaços e se envolver com os espaços que reúnem uma mistura harmoniosa de modernas técnicas de construção com a tradicional cultura artesanal chinesa.

Talvez a melhor descrição do edifício venha de seu idealizador: 
 
"O prédio não é sobre a forma ou a forma: é sobre a descoberta. De uma camada para outra, oferece surpresas."
Seu primeiro trabalho depois da premiação do Pritzker, o prédio traz referências de sua obra anterior, mas é nos instigantes espaços que se descobrem ao caminhar por ele que o arquiteto mostra toda a sua maestria.




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