Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Surfando na onda

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Um domingo muito quente. Mais de 35 graus em plena primavera de Porto Alegre. Completamente sem inspiração, pedi uma luz no twitter. Surfe, me sugeriu um amigo.

A prancha é uma obra de arquitetura, acho. A evolução das pranchas é interessante. ( @CheMoura )
A ideia dele é que eu falasse sobre as pranchas. Creio. Mas em tão pouco tempo e com tanta falta de intimidade com o esporte, achei mais prudente ver como as pranchas e a inspiração no surfe podem ser usados em ambientes. Afinal calor, sol e surfe lembram praia e o verão está logo aí.

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Seja usando em adornos como essa almofada em saco de aniagem ou juta, com uma serigrafia ou bordado com inspiração no esporte, seja usando pranchas como parte integrante da ambientação, a referência traz um frescor de vida e movimento a qualquer espaço. 
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Muitas outras maneiras podem ser usadas. Inclusive aproveitando os belos grafismos étnicos que podem ser encontrados em algumas pranchas. Deixar uma peça dessas encostada em uma parede já faz toda a diferença em uma peça.   

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Podem ser usadas como brincadeira, nessa prateleira que tem a forma de uma prancha e pode ser usada em um quarto de criança.
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Vejam aqui um exemplo de como uma prancha pode conviver com uma decoração urbana também. Esse apartamento gaúcho mostra como essas peças podem ser elementos marcantes em uma sala.
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Mas e como são fabricadas essas pranchas? Lá na wikipédia podemos ler mais a respeito e ver o quanto é complexo o processo. Em outro site descobri que existem algumas maneiras de produzi-las com maior enfoque em sustentabilidade, já que as pranchas usam materiais poluentes em sua confecção. Uma dessas maneiras é faze-las em madeira, aqui no caso em Agave (árvores já mortas) e que foram aprovadas por surfistas. Achei o resultado final bem bonito e dizem que são eficientes.
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Há também uma experiência de fazer pranchas em garrafa pet mas não sei se os surfistas a adotariam...

Abaixo mais algumas ideias de como guardar e usar esses elementos em quartos, varandas e como elementos de decoração.  
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