Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Quartos pequenos. E onde guardar as roupas?

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Então tá, falamos esses dias de quartos pequenos e como acomodar móveis neles. E as roupas? Esse é sempre um grande gargalo nos espaços pequenos. Para quem não está acostumado com o palavreado da Engenharia de Produção, gargalo é como se chama aquilo onde a coisa emperra. 

E nesses casos existem alguns macetes que podemos utilizar:

a) Um móvel especial, muito bem planejado e cheio de ótimas e versáteis ferragens. Fazem maravilhas. Pesquisando bem podem até ser achados em linhas comerciais, mas é mais difícil. Em geral tem que ser projetados e feitos em boas marcenarias.   
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b) Usar espaços multi função. Um clássico é aproveitar degraus para fazer gavetas. Muitas casas modernas são cheias de escadas que acabam sendo apenas circulação. Se forem aproveitadas de modo útil podem ser um espaço coringa. Ou ainda usando o esquema de estrados para as camas (como falei AQUI)
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(c) Usar camas que abram (tipo sofá cama), camas escamoteáveis ou mesmo o sistema de tatames como no Japão. O importante é que só ocupem espaço na hora em que forem usadas e abram uma boa circulação para que se chegue aos armários.
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(d) Outro macete muito usado é revestir os armários em espelhos. Espelhos dão uma sensação de espaço maior. E até um armário antigo pode ser espelhado. Sem contar as velhas e práticas portas de correr que economizam espaço de circulação.
(e) Uma distribuição clássica é a do exemplo abaixo. Eu já usei em vários quartos e sempre funciona super bem. Elevar a cama e usar o espaço abaixo para armários. Nesse caso do exemplo, como é um quarto estreito, a cama é retrátil e pode ser guardada durante o dia para que se possa circular. Esse tipo de solução funciona quando não há problema de acessibilidade. Para crianças sempre recomendo camas com proteção. Mas para um quarto de hospedes pode ser interessante. Procure fazer uma boa estrutura se for pensar em manter a cama em balanço. Cheque quantos quilos ela aguenta para não ter problemas futuros.
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(f) Uma variante da solução (e). Camas com práticos gavetões ajudam bastante. Nesse caso acima, embora esteja arranjado como um sofá, ele não vai funcionar como um porque a altura não é cômoda para colocar as pernas no chão. E os puxadores também não são práticos para isso. Mas mesmo assim, como cama funciona.

Enfim, soluções e macetes existem. O importante é mais uma vez planejar e planejar.   
  

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