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Compactos - teremos que viver enlatados?

Já faz algum tempo que rola na internet vídeos mostrando apartamentos compactos, mínimos, chamados de inteligentes porque os móveis se transformam e espaços surgem e mudam. Uma proposta muito conhecida em projetos de espaços no Japão. Já mostrei alguns exemplos AQUI de como resolver pequenos espaços. 

Acho bem bacana que os espaços sejam reaproveitados de maneira criativa, mas confesso que tive um certo choque quando, em um grupo de Arquitetura do Facebook, o colega Octavio Queiroz colocou esse prédio que está sendo comercializado em São Paulo, com 19 m² e 23 m² (os com terraço). É uma área muito, muito pequena. Não faz muito tempo esse era o tamanho de uma suíte em um apartamento de classe média. Eu chamaria isso de apertamento para viver.
VN Quata
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Mas existe uma sutil diferença. Esse apartamento hiper compacto segue o padrão Life Edited  que se dedica a criar espaços com economia de energia e..espaço. Com projeto do escritório Basiches o apartamento vai ter um preço de R$ 14.000,00 o m²! Ou seja, ele é dirigido para um público jovem e com bom poder aquisitivo. Serão novos tempos? Teremos novas tendências no morar? Pelo que entendi, dentro desse valor estão inclusos os móveis necessários para que esse diminuto espaço seja habitável. E que custam bem caro mesmo.
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As casas e apartamentos japoneses que usam esse conceito de aproveitamento de espaços seguem um padrão cultural que vigora em um país pequeno e com um grande número de habitantes. Já coloquei AQUI vários exemplos de casas que aproveitam o espaço de forma primorosa, usando recursos de projeto que garantem a luminosidade e o bem estar interno.
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Algumas vezes encontramos exemplos parecidos em outros países com culturas diferentes. É o caso desse estúdio americano de 22 m². Mas geralmente eles espelham exceções, são casos únicos de reaproveitamento de espaços e transformação em novos usos.
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Esses conceitos de compacidade são mais encontráveis mesmo no Japão, onde vemos exemplos de apartamentos com áreas ainda menores. Essa torre da década de 70 seguia um conceito de modulação e minimalismo que previa que essas cápsulas apartamento poderia se expandir e se readequar de acordo com as necessidades e crescimento do mercado.

A questão é? Será que realmente nosso futuro passa por tal economia de espaços? Nos tornaremos menos acumuladores, menos expansivos em espaços e móveis? Iremos usar nossas casas de maneira mais compacta? Fica a pergunta. Será uma tendência ou apenas um modismo?

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