O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

A vida, o semáforo, o equilíbrio

Após o dia da Criança o que pode vir? O Dia da Vida. 13 de outubro.
E a vida o que é? É bonita, é bonita e é bonita já dizia Gonzaguinha. Mas também é feita de equilíbrio, de muito jogo de cintura, "é luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar."

Após as brincadeiras da infância, para quem a pode ter, e chegada a hora do tomar tento que a Vida é mais, fazer o que?  Manter o jogo de cintura sempre.
Foto Guy Blanc
E para alguns essa luta é ainda mais intensa. Esse vídeo abaixo, super premiado, fala daqueles que, sem outra opção, tentam ganhar a vida nos semáforos, fazendo malabarismos para sobreviver, literalmente engolindo fogo ou se valendo de deformidades para angariar alguns trocados. E fala também de nós. Os que os vemos.

Veja mais em simonwilches.com



SEMÁFORO (Stoplight) from Simonwilchesc on Vimeo.

Malabaristas do Sinal Vermelho
João Bosco


Daqui de cima da laje
Se vê a cidade
Como quem vê por um vidro
O que escapa da mão
Uns exilados de um lado
Da realidade
Outros reféns sem resgate
Da própria tensão
Quando de noite as pupilas
Da pedra dilatam
Os anjos partem armados
Em bondes do mal
Penso naqueles que rezam
E nesses que matam
Deus e o diabo disputam
A terra do sal
Penso nos malabaristas
Do sinal vermelho
Que nos vidros fechados dos carros
Descobrem quem são
Uns, justiceiros, reclamam
O seu quinhão
Outros pagam com a vida
Sua porção
Todos são excluídos
Na grande cidade

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