Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

A vida, o semáforo, o equilíbrio

Após o dia da Criança o que pode vir? O Dia da Vida. 13 de outubro.
E a vida o que é? É bonita, é bonita e é bonita já dizia Gonzaguinha. Mas também é feita de equilíbrio, de muito jogo de cintura, "é luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar."

Após as brincadeiras da infância, para quem a pode ter, e chegada a hora do tomar tento que a Vida é mais, fazer o que?  Manter o jogo de cintura sempre.
Foto Guy Blanc
E para alguns essa luta é ainda mais intensa. Esse vídeo abaixo, super premiado, fala daqueles que, sem outra opção, tentam ganhar a vida nos semáforos, fazendo malabarismos para sobreviver, literalmente engolindo fogo ou se valendo de deformidades para angariar alguns trocados. E fala também de nós. Os que os vemos.

Veja mais em simonwilches.com



SEMÁFORO (Stoplight) from Simonwilchesc on Vimeo.

Malabaristas do Sinal Vermelho
João Bosco


Daqui de cima da laje
Se vê a cidade
Como quem vê por um vidro
O que escapa da mão
Uns exilados de um lado
Da realidade
Outros reféns sem resgate
Da própria tensão
Quando de noite as pupilas
Da pedra dilatam
Os anjos partem armados
Em bondes do mal
Penso naqueles que rezam
E nesses que matam
Deus e o diabo disputam
A terra do sal
Penso nos malabaristas
Do sinal vermelho
Que nos vidros fechados dos carros
Descobrem quem são
Uns, justiceiros, reclamam
O seu quinhão
Outros pagam com a vida
Sua porção
Todos são excluídos
Na grande cidade

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