Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

A vida, o semáforo, o equilíbrio

Após o dia da Criança o que pode vir? O Dia da Vida. 13 de outubro.
E a vida o que é? É bonita, é bonita e é bonita já dizia Gonzaguinha. Mas também é feita de equilíbrio, de muito jogo de cintura, "é luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar."

Após as brincadeiras da infância, para quem a pode ter, e chegada a hora do tomar tento que a Vida é mais, fazer o que?  Manter o jogo de cintura sempre.
Foto Guy Blanc
E para alguns essa luta é ainda mais intensa. Esse vídeo abaixo, super premiado, fala daqueles que, sem outra opção, tentam ganhar a vida nos semáforos, fazendo malabarismos para sobreviver, literalmente engolindo fogo ou se valendo de deformidades para angariar alguns trocados. E fala também de nós. Os que os vemos.

Veja mais em simonwilches.com



SEMÁFORO (Stoplight) from Simonwilchesc on Vimeo.

Malabaristas do Sinal Vermelho
João Bosco


Daqui de cima da laje
Se vê a cidade
Como quem vê por um vidro
O que escapa da mão
Uns exilados de um lado
Da realidade
Outros reféns sem resgate
Da própria tensão
Quando de noite as pupilas
Da pedra dilatam
Os anjos partem armados
Em bondes do mal
Penso naqueles que rezam
E nesses que matam
Deus e o diabo disputam
A terra do sal
Penso nos malabaristas
Do sinal vermelho
Que nos vidros fechados dos carros
Descobrem quem são
Uns, justiceiros, reclamam
O seu quinhão
Outros pagam com a vida
Sua porção
Todos são excluídos
Na grande cidade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto