Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Grupos criativos - equilibrio entre realidade e inovação

Domenico De Masi (autor do livro Ócio Criativo) em uma entrevista para a Folha de São Paulo fala sobre a verdadeira loucura que é viver em uma megalópole, citando que "São Paulo é um grande manicômio. Eu não consigo entender como os milhões de pessoas que vivem aqui passam horas no carro a caminho do escritório, com tantas ferramentas tecnológicas disponíveis para trabalhar de casa." Fonte 


Recebi essa dica de texto sobre o Domenico de Masi via Cintia Citton (uma amiga da vida real e do Face que é consultora em gestão de empresas na JN Consultores Associados ).

Isso me lembrou uma coisa que ouvia quando era pequena. Que a tendência do trabalho seria a automatização e as pessoas teriam mais tempo livre para serem felizes, para terem lazer e os serviços migrariam justo para essas indústrias de entretenimento e afins. Na real o que vemos é que estamos cada vez mais ligados ao trabalho. Os computadores e smart phones nos liberam muitas vezes do trabalho em escritórios (e nem sempre a julgar pelas conclusões do Domenico....) mas nos tornam cada vez mais ligados e pilhados em trabalho, em pesquisas, em busca de informações e o que resulta é que nossas vidas sim é que se tornam cada dia mais automatizadas. E as atividades criativas como é que ficam??? Segundo De Masi dificilmente as ideias inovadoras surgem em ambientes de trabalho.

Me lembrei de um outro livro que li do mesmo autor onde ele estudava os grupos criativos europeus em um século de história recente e chegava a conclusão que uma organização criativa vive da delicada sintonia entre a Emoção e a Razão. Quem trabalha em Arquitetura e em Design sabe bem do que ele fala. Em um blog sobre Inovação e Criatividade achei essa definição muito boa: 

"Depois de percorrer a história da humanidade em busca de respostas sobre o fascinante processo da criatividade, De Masi conclui que a alma da organização criativa é fantasia e concretude, entusiasmo e visão, identidade e universalidade, reflexão ociosa e vitalidade fecunda, é imaginação, tensão em direção ao futuro, respeito às raízes e responsabilidade com a natureza." Fonte


trecho do livro A Emoção e a Regra

trecho do livro A Emoção e a Regra
Recomendo a leitura do livro. Para quem quiser saber mais uma resenha no link abaixo


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