Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Grupos criativos - equilibrio entre realidade e inovação

Domenico De Masi (autor do livro Ócio Criativo) em uma entrevista para a Folha de São Paulo fala sobre a verdadeira loucura que é viver em uma megalópole, citando que "São Paulo é um grande manicômio. Eu não consigo entender como os milhões de pessoas que vivem aqui passam horas no carro a caminho do escritório, com tantas ferramentas tecnológicas disponíveis para trabalhar de casa." Fonte 


Recebi essa dica de texto sobre o Domenico de Masi via Cintia Citton (uma amiga da vida real e do Face que é consultora em gestão de empresas na JN Consultores Associados ).

Isso me lembrou uma coisa que ouvia quando era pequena. Que a tendência do trabalho seria a automatização e as pessoas teriam mais tempo livre para serem felizes, para terem lazer e os serviços migrariam justo para essas indústrias de entretenimento e afins. Na real o que vemos é que estamos cada vez mais ligados ao trabalho. Os computadores e smart phones nos liberam muitas vezes do trabalho em escritórios (e nem sempre a julgar pelas conclusões do Domenico....) mas nos tornam cada vez mais ligados e pilhados em trabalho, em pesquisas, em busca de informações e o que resulta é que nossas vidas sim é que se tornam cada dia mais automatizadas. E as atividades criativas como é que ficam??? Segundo De Masi dificilmente as ideias inovadoras surgem em ambientes de trabalho.

Me lembrei de um outro livro que li do mesmo autor onde ele estudava os grupos criativos europeus em um século de história recente e chegava a conclusão que uma organização criativa vive da delicada sintonia entre a Emoção e a Razão. Quem trabalha em Arquitetura e em Design sabe bem do que ele fala. Em um blog sobre Inovação e Criatividade achei essa definição muito boa: 

"Depois de percorrer a história da humanidade em busca de respostas sobre o fascinante processo da criatividade, De Masi conclui que a alma da organização criativa é fantasia e concretude, entusiasmo e visão, identidade e universalidade, reflexão ociosa e vitalidade fecunda, é imaginação, tensão em direção ao futuro, respeito às raízes e responsabilidade com a natureza." Fonte


trecho do livro A Emoção e a Regra

trecho do livro A Emoção e a Regra
Recomendo a leitura do livro. Para quem quiser saber mais uma resenha no link abaixo


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