MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Cidades do futuro - o que as tornam inteligentes?

"Serão cidadãos inteligentes o que tornarão as cidades inteligentes". Dan Hill


Estava lendo uma reportagem sobre as cidades do futuro e a frase acima me chamou muito a atenção. Fala-se em automação total, softwares e hardwares tomando conta de todos os detalhes, equipamentos, circulações. Discute-se a viabilidade disso tudo e como ficaria se tudo isso caísse em mãos e/ou interesses escusos. 

Há casos de cidades sendo planejadas e construídas com projetos considerados tops, como essa cidade ecológica em Portugal
a PlanIT Valley.
Segundo a noticia, ela terá um sistema nervoso capaz de "sentir" e controlar tudo, do uso da água ao consumo da energia. E isso a um custo baixo e tempo idem de construção.

Eu confesso que tenho algumas dúvidas. Não quanto à eficácia das cidades. Creio que podem vir a funcionar muito bem, mas me parecem gotas d'água dentro de um problema muito maior que é resolver as cidades existentes. E nesse sentido me agrada mais os projetos como o Naturopólis. Não me parece lá muito viável pensar que ilhas como essas sejam macro soluções, a não ser o de servir de testes para resolver problemas em nossas urbes existentes.

E cá entre nós, o maior problema também se encontra na educação do cidadão para viver em solidariedade e educação com o meio ambiente, com os outros cidadãos em nossas cidades. A tecnologia é boa, os equipamentos disponíveis são fantásticos, mas é a responsabilidade e civilidade de cada um de nós que faz e fará toda a diferença. Já disse aqui e repito: sustentabilidade é atitude. O resto é discurso.



Comentários

  1. Em Portugal?
    Fiquei muito surpresa.

    Eu vi anúncio de aldeias sendo vendidas:
    http://idealista.pt/news/arquivo/2013/06/06/012879-duas-aldeias-a-venda-em-tras-os-montes-fotos

    Tem alguma relação?

    Bom Fim de Semana!

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