Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Zetética - a capacidade de questionar

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Essa semana estava envolvida em uma discussão debate no Twitter e fui apresentada ao conceito de Zetética. Confesso que nunca tinha ouvido falar, afinal é uma teoria mais ligada ao campo jurídico.
"A Teoria zetética do Direito pode ser entendida pela oposição à Teoria dogmática do Direito, onde determinados conceitos e fatos são simplesmente aceitos como dogmas. Em oposição, a zetética coloca o questionamento como posição fundamental, isso significa que qualquer paradigma pode ser investigado e indagado. Qualquer premissa tida como certa pela dogmática pode ser reavaliada, alterada e até desconstituída pelo ponto de vista zetético. "

"A palavra "zetética" possui sua origem no grego zetein que significa perquirir, enquanto "dogmática" origina também do grego dokein, ou seja, doutrinar".wikipedia


 Mas eu me identifiquei bastante. Bem mais do que com um posicionamento dogmático. Por natureza não tenho vocação para me apegar ferrenhamente a um ideia ou ideias, e segui-las dogmaticamente. Gosto de uma visão mais abrangente, gosto de ler sobre tudo, gosto dos questionadores. A verdade é um conceito muito sutil e, para mim, depende do ponto de vista do interlocutor. Mas isso também não é dogma. 

Só porque alguém escreveu algo  e isso se tornou moda, se tornou verdade, se tornou religião, doutrina, etc, não quer dizer que seja verdade absoluta. A vida caminha, o que serve para mim, pode não servir para outra pessoa.     
E se penso assim na vida em geral, isso se reflete nos meus trabalhos e no que acho bonito. Me lembro de outro debate essa semana sobre o uso ou não de forros escuros. Gente, o teto de meu quarto é marrom. Pintei assim uma dezena de anos e gostei. Me dá uma sensação de aconchego. Mesmo que já tenha passado a moda deles, ainda serve para mim.  

E separei alguns exemplos, inclusive em dormitórios infantis onde ele funciona super bem. Não sigo uma posição dogmática em arquitetura. A escolha das cores e revestimentos segue um conceito que é individual a cada cliente e programa. E ousadias são bem vindas sempre. Como na vida.
 Então, entre o questionamento e a doutrina fico sem dúvida com o primeiro. Nem que seja para ratificar o que eu já pensava sobre o assunto. Por isso sou a favor das democracias, sou a favor de ter várias versões e opiniões para que possamos formar a nossa. Com mais conteúdo e consistência.
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