A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Buscando respostas no passado



Estava lendo essa matéria sobre a busca de tecnologias no passado, especificamente o concreto romano

"O concreto romano, fabricado há mais de 2.000 anos, continua sustentando estruturas, sem sinal de deterioração, enquanto o concreto moderno mostra sinais claros de degradação apenas 50 anos depois de sua fabricação.

Segundo a equipe, o segredo está em um composto altamente estável, conhecido como silicato hidratado de cálcio e alumínio. É esse composto que dá liga ao concreto romano, que foi usado para construir algumas das estruturas mais duráveis do mundo ocidental. O processo de fabricação do concreto romano também era muito menos danoso ao meio ambiente do que o atual."


Impossível não pensar em quanto perdemos na nossa vida atual ao olhar sempre para frente e não debruçar um olhar crítico, analítico e pesquisador sobre soluções do passado. Na Arquitetura antiga são inúmeros os prédios que são exemplos de adaptação ao meio, de sustentabilidade, de tecnologia bem aplicada. Veja AQUI um desses exemplos. Um dos componentes que eles tinham em vantagem sobre nós era o tempo. O tempo hoje nos atrapalha em sua sofreguidão, nos faz menos reflexivos. As respostas são para ontem, as questões são sempre novas, a experiência é delegada a um segundo plano em função da inovação. 

Olhar a história nos faz descobrir que as soluções podem já ter sido descobertas e testadas. Olhar a história nos faz ter um pouco de humildade de ver que somos parte de um processo bem maior do que sonha nossa vaidade do momento. Nem sempre inventamos a roda. Alguém pode ter feito isso antes e olhar a sua experiência algumas vezes nos faz errar menos no presente. 

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