Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Móveis inteligentes

Fonte: Pinterest
Móveis inteligentes seriam aqueles que fazem maravilhas. De cada cantinho sai uma nova utilidade e eles são mais do que percebemos em um primeiro momento.

Exigem muito planejamento, excelentes profissionais e materiais, e sim, custam caro. Vejam esses exemplos abaixo (dica do Flávio Garcia). Essa escrivaninha toda poderosa -The Roentgens' Berlin Secretary Cabinet é uma dessas peças muito elaboradas e que foi construída manualmente por um artesão artista e conhecedor do ramo. Ela tem detalhes que nos encantam até hoje - e um dos que mais gostei foi a fechadura escondida no adorno. Há mais exemplos no site do Metropolitan Museum of Art




Esse outro exemplo abaixo é do século 18th, uma mesa francesa com vários mecanismos mecânicos que a tornam extremamente versátil.



Mas hoje, seriam possíveis esses móveis? Lógico, mas mesmo naquele tempo em que foram construídos não eram usuais e deviam, como hoje, custar muito caro. Eram - e são - obras de arte. O que seriam então hoje móveis inteligentes?  Os que são versáteis e ocupam pouco espaço, se transformam conforme a necessidade, reaproveitam materiais ou não gastam em demasia em sua confecção.

Mas quando a gente olha essas noticias de móveis planejados fechando e deixando um monte de clientes e funcionários na mão, dá um aperto no coração (e no bolso). Para nós, indicadores de fornecedores, é ainda mais angustiante. Uma das coisas básicas de trabalhar nessa área é a formação de sólidas parcerias. Eu procuro trabalhar com pessoas e empresas de confiança, mas também passo por percalços quando essa confiança é quebrada. Estou agora tentando resolver esse problema de uma cliente que não pode ser prejudicada. Talvez móveis inteligentes, hoje, sejam aqueles que são entregues no prazo e funcionam a contento. Mais do que nunca a confiança é ingrediente básico do bom resultado final.

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